3 de agosto de 2008

O dia seguinte

Quando se fica mais velho/a, a ressaca vem. Sempre. Mesmo que você não tenha bebido nada. É simples: você sai, está dirigindo, então a noite 'seca' é sua dessa vez - aqui no Rio, ao menos, não tá dando pra brincar com isso, não - mas você quer se divertir, então vamos lá. Um aniversário, alguns amigos, muita gente, gente bonita, música e uma vontade louca de dançar. Você já sabe que vai se acabar de dançar naquela noite; mesmo assim, sai com um calçado que você ama, mas não é dos mais confortáveis. Três horas de pista direto (ou quase), três refrigerantes e uma água com gás depois, seus dedos pedem misericória e 'está na hora de dizer tchau' mesmo, então vamos pro carro. A volta é tranqüila, nenhuma blitz no caminho (você logo pensa 'filhos da puta, eu doida pra tomar uma cerveja e com medo de vocês, que nem aqui estão'), que não é dos mais curtos, casa. Banho, porque você estava dirigindo descalço/a e está suando como um árabe no Deserto do Saara. Cama.

No dia seguinte, a despeito de nem uma gota de álcool ter entrado no seu organismo, você acorda com uma puta ressaca: cara inchada, voz rouca, dor nos pés, raciocínio lento. Tem um almoço de família que você não pode faltar, então tome de banho frio, café quente e bem forte e, no caso das mulheres, um corretivo básico pras olheiras. Vamos, vamos logo.

Quando isso acontece, você tem certeza de que não tem mais vinte anos. E fica feliz, mesmo assim. Eu fico.

3 comentários:

Cinthya Rachel disse...

a idade chega, e ninguém avisa

iara disse...

welcome to the club!
é assim mesmo..e sair no meio da semana e trablhar no dai seguinte é o caos, pior os melhores progrmas só no meio da semnana mesmo...
mas a idade tem compensações...

Aline T.H. disse...

Pois é, meninas, a minha chegou e não avisou. Mas como disse a Iara, as compensações valem a pena, por isso a minha frase final!

Beijocas!