12 de novembro de 2008

Palavras do dia

Normalmente, temos mania de resumirmos o que estamos sentindo em uma só palavra. Infelizmente (sim, infelizmente) não dá pra ser assim hoje, tem coisa demais aqui dentro de mim, tanta coisa ruim que as boas - tem coisas boas, ao menos eu acho assim - estão até meio apagadas e meio desacreditadas.

Eu odeio levar esporro. Odeio. Bem dado, então, cheio de razões, justificativas e que diga "poxa, você tava com 10 e agora..." então, me matam. Matam mesmo, de verdade, fazem muitos milhares de neurônios morrerem e um pedaço de cada partezinha de mim também. O esporro não é só pra mim (ao menos não sou eu quem o mereço inteiro), mas eu carrego o mundo nas minhas costas em tudo que vivo e que faço, principalmente quando o assunto é trabalho - daí o peso ser ainda maior. E eu levei um esporro que me fez chorar. Chorar mesmo, coisa que não faço quase, não hoje em dia. Eu chorei e tive que engolir e não pude nem deixar transparecer a voz ao telefone - que merda de profissional sou eu, afinal? - e engoli. E acho que engoli minha língua, meu ânimo, toda a alegria que eu estava até bem pouco tempo atrás junto com o choro, porque tem uma coisa imensa entalada na minha garganta aqui.

Sabe o que é pior? Isso não vai ficar assim, não. Eu não vou deixar, vou arrumar mais sarna pra me coçar, mas vou até o fim. Se o esporro fosse 100% meu, por merecimento, eu engolia, abaixava a cabeça e seguiria em frente - mas não é. E quem merece a outra parte (sinceramente, 90% de tudo que eu ouvi e que me fez chorar) vai sentir na pele. Ah, vai, porque eu sou uma ótima pessoa, até ter motivos pra não ser mais boa. Daí sou excelente, sou a melhor das más pessoas: fria, calculista, cruel, sarcástica e absolutamente sem sentimentos. Absolutamente. E arranjei alguém que tanto provocou, tanto, mas tanto, que vai conseguir conhecer esse meu lado péssimo - que eu nem gosto, mas sinceramente não jogo fora e, neste exato momento, nem faço mais questão.

A partir de amanhã, eu "mato" uma coisa que chamam de gente, aos poucos. Mato, esfolo e torturo, com um sorriso na cara e sem que ninguém saiba ou desconfie. Nunca prometo quase nada, mas isto aqui é promessa. Ah, é. Agora deixa eu acabar de chorar, se eu conseguir, porque odeio nós na garganta quase tanto odeio esporros.

3 comentários:

Bridget Jones disse...

Sei como vc se sente. Todo mundo q tem uma vida profissional sabe. É difícil tomar esporro pelos outros e principalmente qdo a pessoa que dá o esporro sabe exatamente como fazê-lo para que vc se sinta uma scheiße completa.

Mas não fiquei triste. Se é mesmo do jeito q contou, as coisas não ficaraão impunes. Tudo vem a tona e talvez vc nem precise despertar seu lado má.

Fica bem.

Lais disse...

Mate a cobra e mostre o pau!

Sisa disse...

Line, sorry por não ter dado a devida atenção. Mas tudo termina bem, por mais que a gente tenha vontade de socar quem fala isso com a gente. Não sei quem foi o dono do esporro que você tomou, mas super apóio você descontar na pessoa - desde que não respingue mais nada em você.
Beijo.