6 de maio de 2009

Se perdendo a gente acaba se achando...

Hoje me peguei pensando na época do meu vestibular - calma, nada de saudosismo, até porque eu era gorda e mondronga, agora ao menos sou gorda e pheena, como diria minha amiga Dra. Bridget - e como a vida profissional das pessoas toma forma, não importa o quanto se fuja do que se deve ser, por um motivo ou por outro.

Explico: fiz vestibular para Comunicação e Direito, sendo que a segunda faculdade foi mais por uma falta de opção do que por escolha - a Comunicação na universidade em questão era considerada fraca e um professor havia me dito, à época do colégio, que eu seria uma ótima juíza. E como diria aquele personagem cômico do Jô Soares, "E EU ACREDITEEEEEEEI!". Modéstia à parte, passei em todos os vestibulares que fiz, pras três das públicas do Rio, e tive que escolher qual faria, porque eu pretendia trabalhar e não teria como conciliar duas faculdades naquela época. Escolhi o Direito por algumas razões que não são, nem de longe, as mais corretas para nortear a vida profissional de ninguém, e fui pra lá.

Treze anos depois (do the math, babies), ainda não me formei. E nem vou me formar - ao menos não em Direito. **Que venham as pedras, xingamentos e perguntas como 'você é louca?', sinceramente a decisão já está tomada** Por estas coisas que a vida, a vocação e outras coisas mais explicam, hoje trabalho numa área que tem muito mais a ver com a Comunicação do que com o Direito (que, particularmente, eu não consigo mais sequer estudar) e amo. De paixão. Quero fazer minha faculdade, quero estudar, quero me formar, mas num outro curso que não aquele que iniciei há 13 anos, quando era mondronga, cabeçuda e cheia de sonhos. Hoje não sonho tanto mas vivo mais, muito mais. E é por isso.

O que me levou a lembrar disso tudo e falar disso aqui? Simples: uma balconista numa loja de conveniência de um posto de gasolina que sabe vender. Deve ganhar pouco, mas vende bem demais e me parecia hiper feliz fazendo seu trabalho - o que é fundamental pra quem precisa vender qualquer coisa que seja. A gente pode demorar a se encontrar profissionalmente, mas o dia chega pra quem não cansa de procurar. Parece que o meu chegou.

6 comentários:

Lekkerding. disse...

Vou falar no MSN pra você não me queimar viva em público.
Mas desde já, PARABÉNS! Quero só ver se vai ser caloura na FACHA junto com a Franga.
Beijos

D.Marco disse...

Nos encontrarmos é o primeiro passo para sermos encontrados.
Quanto as "legendária pernas", foi a lembrança de uma certa foto, de uma incerta festa a fantasia...
Ruivas... humm...

Aline T.H. disse...

Lekk, baby, vejamos onde eu vou parar. E obrigada =oP

D.Marco, assim eu vou acabar querendo conhecer você, rs.

Beijos, you guys.

Sisa disse...

Nossa, Line, ontem tive uma reunião importantinha e aí no meio dela eu ouvi "Você é uma pessoa de sorte. Teve muitas oportunidades. Mas melhor: soube agarrar cada uma delas". Aí que eu fiquei pensando nisso o resto do dia e cheguei à conclusão que a maior sorte foi acertar, aos 17 anos, o que eu queria fazer da vida. Se muitas vezes é complicado definir o que se quer aos 20, 25, 30 (uy, faço na 2ª feira), imagina o que é acertar aos 17. Praticamente ganhar na loteria. Ainda mais quando com 17 anos a pessoa resolve que quer ser física (ãhn?). Realmente, sou sortuda bagaray.

Mas olha, se você não quer ser advogada/ juíza/ whatever quando crescer, tem mais que correr atrás do que quer. Porque se a gente já passa perrengue fazendo o que ama, imagina fazendo o que detesta.

Eu dou meu apoio =) Não que você precise, pq vc vai mandar bem.

Beijo.

Diane Lorde disse...

Seja como for e no que desejar, basta que acredite de verdade, e claro, estudar ajuda bastante.
Boa sorte!

Aline T.H. disse...

Sisa, sempre é bom ter apoio de quem gostamos, viu? Obrigada, linda. E parabéns pela tua escolha certeira =)

Diane, obrigada mesmo!

Beijos!