8 de julho de 2009

O que você está fazendo?

O Twitter não é novidade pra mim. Como quase sempre acontece com as novidades da Internet, quem me convidou foi o InterNey, quem conheço de loooonga data (não vamos divulgar porque denuncia a idade, né não, Ney? rs) e eu aceitei logo. Passei um tempinho sem tuitar mas nunca larguei porque considero essa ferramenta um tipo de válvula de escape divertida - ou considerava, até certo tempo atrás.

Acontece que o Tuíter ficou popular e chique, tudoaomesmotempoagora (grandes Titãs) e virou um grande mix de Messenger com orkut... Nada contra os famosos que gostam (ou querem apenas estar in) ou contra meus amigos e conhecidos com quem converso por ali, de jeito nenhum; mas surtar e mandar o chefe tomarnokoo começou a ficar feio, tanto quanto dar reply a um famoso que você segue desde priscas eras e não ser mais respondida ficou comum. Ah, eu sinto saudades de quando o Tuíter era um lugar de geeks e geeks-to-be e todos falavam o que bem queriam, fosse o assunto sério, surtado, divertido ou simplesmente um "caguei tão mole hoje que achei que fosse morrer no vaso".

Ao meu ver, é fácil distinguir os famosos que gostam da coisa de verdade - os não-famosos também, diga-se de passagem - dos que estão ali porque é moda e "pode ser uma boa mídia pra mim" (como eu odeio esse tipinho de frase). Acho que pra todo mundo que, como eu, começou a se interessar por internet na época do #IRC e nunca mais parou de se comunicar através dela, fica bem distinto quem está ali porque curte de quem está ali pra aparecer e só. De qualquer forma, a genialidade do Twitter está no fato de que você lê quem você quer e só te lê quem você deixe, caso você prefira assim, o que torna tudo tão mais fácil e sujeito ao mood do dia. Como eu sou absolutamente moody, isto muito me agrada.

Mas a minha vontade de escrever sobre isso aumentou ontem à noite, quando o @santoEvandro (que faz o personagem Christian Pior no Pânico na TV) fez um desabafo sobre seu fake e as situações que estavam acontecendo por conta disso, coisas ditas pelo fake e atribuídas a ele pela imprensa e outras situações desagradáveis. Como eu disse a ele na hora, fakes são sinais de admiração e/ou inveja, o que acaba dando na mesma, no fim das contas, mas nem por isso deixam de ser um problema para as pessoas públicas. Em resposta ao desabafo dele, alguns disseram que a internet é uma putaria e outros disseram para não se preocupar, mas a grande maioria mesmo xingou a pobre da World Wide Web - o porquê eu sinceramente não sei e não compreendo. Esse tipo de resposta só me leva a crer que as pessoas ou entidades por trás delas pensam "ah, isso aqui é uma merda, uma putaria só, mas o povinho gosta então vamos lá aparecer". A questão é que, a partir daí, não tenho o menor interesse em seguir (ou mesmo assistir, no caso dos famosos) a quem tem este tipo de pensamento. Por que? Porque eu gosto mesmo é de quem tem talento e faça diferença através do que diz, representa ou canta, mas não de quem se prostitui, segundo sua própria crença, em troca de migalhas, seja na quantidade que for.

Poderia dar exemplos de gente que sigo (ou que nem sigo) positivos e negativos, mas eu não sou juíza de nada, não quero ser - teria me formado e feito concurso caso quisesse, e claro que teria passado de primeira - e nem me acho no direito de fazê-lo. Cada um que vista sua carapuça, se for o caso, mas esse blog ainda é meu e eu ainda falo o que eu quero por aqui, desde que não cometa nenhum tipo de crime, right? Como não xinguei ninguém, acho que estou salva de um processo (até porque sofrer processo por calúnia, difamação ou injúria nem está nos meus planos, babies), então tá bom. Ao menos estou de volta às minhas palavras tortas e mal escritas.

6 comentários:

D.Marco disse...

Que vírus e bactérias nunca mais se apoderem do seu ser!
Que o mau humor e a insatisfação se afastem para sempre da sua vida!
Que nada mais te mantenha longe por tanto tempo!
Com as bençãos de São Jorge...

AVE ALINE!!!

Sisa disse...

Line, querida, sabe qual o grande problema dessas ferramentas de internet? As pessoas as levam a sério demais. E a velocidade e o alcance dessa ferramenta estão ainda pegando de surpresa muita gente. Eu, por mim, não entrei nem entrarei na internet pra brigar.

Outro dia por exemplo você viu que eu tuitei que achava imbecil quem achava que SP sustenta o país. Isso foi retuitado por gente que eu nem conhecia (acredito que simpáticos à opinião, rs) e um famosinho (pra nossa geração, duvido que meu irmão saiba quem seja) respondeu com números e um twittpic com um gráfico torta.

Fora que não sou destas que falam amém pra tudo que aparece na internet e né? Se eu tiver que dar ibope pra famosinho no twitter vai ser pro @LeoJaime e pro nosso querido Fábio Jr, mas se eu tiver certeza que é ele mesmo, rs.

Beijos =)

Celi disse...

Querida, sou sua seguidora no Twitter(@celirodrigues)! e por vezes já dei risadas com seus tweets! Vc é absolutamente moody mesmo, como vc disse no post! Rsrsrs! Beijinhos, óteemo blog o seu!

Ane Brasil disse...

Acho que o povo anda levando o qualquercoisa.com muito a sério.
tudo bem que a vida on line é legal, mas a vida off line, mesmo quando tá uma merda, é melhor...
Sorte e saúde pra todos!

Anônimo disse...

Line,
Adorei quando disse que os famosos escrevem "pode ser uma boa mídia para mim". É isso mesmo, eu concordo com você, também odeio este tipo de frase, parece que estão querendo dar uma de intelectuais ou antenados...risos.
Há algumas semanas o Xexéo escreveu uma coluna no Globo criticando o twitter da Narcisa Tamborindegui, mas na semana seguinte ele teve que escrever outra coluna pedindo desculpas, pois a Narcisa escreveu para ele dissendo que o alegado twitter era "fake".
Bjs,
Grandão

Rafael Marques disse...

Realmente, o relacionamento na net está mudando.
Adorava IRC, eram pessoas mais amigáveis por estarem conversando em um canal sobre assuntos de interesse comum.
Vou mais atrás ainda! eu realmente sinto falta do pré-internet. Das BBS. Onde eu baixava o pacote de mensagens QWK da BBS e lia todas as mensagens. Cara, era muito divertido! Não era essa intolerância e volatidade que presenciamos hoje nas redes sociais.

É só um saudosismo... Quem viveu isso sabe do que eu falo.

OBS: Não sou tão velho assim... Só comecei cedo! Tenho 30 anos!!