4 de outubro de 2009

High bets

Apostar suas fichas em uma única "coisa" na sua vida é altamente arriscado: seja um acontecimento, uma data, uma pessoa ou qualquer outra coisa com um/uma na frente. Acontece que todos nós somos plural, somos feitos de diversidade, vivemos com múltiplos. A não ser que você seja um eremita com acesso a internet que esteja lendo isso aqui (e, neste caso, me perdoe pela falha).

Por mais antissocial que você seja ou esteja - e eu atualmente posso falar com total propriedade sobre o assunto - há sempre alguém com quem você goste de estar, mesmo que seja seu cachorro ou, num caso mais extremo, seu peixinho dourado. Sempre tem aquele amigo de priscas eras em quem você confia e com quem bebe uma cerveja semestral. O problema maior é quando você não é antissocial mas está, seja por qual motivo for, e coloca uma data final pra essa condição ir embora, contando que, a partir de então, tudo voltará a ser como antes. Eu fiz isso e já estou vendo, com 26 dias de antecedência, que vai ser uma decepção das grandes - não das maiores, mas a frustração é garantida.

Por quê? Oras, porque meus amigos/as não têm a menor obrigação de entender porque eu me isolei no último ano, mesmo que tenha sido de forma involuntária e por consequência de uma das maiores e mais violadoras experiências que eu tenha tido na minha vida profissional. Não posso cobrar de ninguém a atenção que eu não dei durante algum tempo, por mais razões que eu possa enumerar. Porque os show, programas legais, pôr-do-sol e alvoradas não vão esperar por mim, pelo meu tempo livre e meu melhor humor. Porque o mês de outubro - ou qualquer outro dos onze meses - não vai voltar só porque eu quero. Assim, a frustração de não poder voltar atrás é certa. E eu não me engano.

Tudo bem que antes tarde do que mais tarde, tá. Daqui a 26 dias eu devo voltar a ser mais a Aline e menos essa mulher séria, tensa, mal humorada (bem... menos, filhota, porque eu acordo de mau humor mesmo no melhor dos dias e ele só acaba com o primeiro café tinto de mamãe) e desatenta com meus amigos de quem sinto saudades sempre. Mas essa é uma das lições que não pretendo esquecer: a de que o tempo não volta atrás e que sempre precisamos parar tudo e reavaliar a vida quando sentimos que ela está nos escapando por entre os dedos. Vou lembrar, tanto quanto a de que calcinha bege é broxante, café fraco é coisa de gente frouxa e colocar as pontas da tesoura nuam tomada pode ser muito doloroso.

4 comentários:

Lekkerding. disse...

Nunca achei que tinha ido embora. Só sob efeito de DORGAS.
Mas então, o efeito passou. Oee!!!!

Anna Bueno disse...

O tempo passa não volta, mas assim mesmo acredito que podemos recuperar algumas coisas deixadas de lado.
Boa sorte no seu retorno ao mundo.
Beijos!

Eli disse...

Welcome back, babes! I knew you were there somewhere. Don't forget: the WORLD is your playground ;) Luv ya!

Morena disse...

OII A Dani q me indicou e eu adoreiii!!! Vir aki e te visitar!!!
Espero que esteja tudo melhor daqui esses 26 dias!!!
Beijos saltiantes