9 de março de 2010

O que seria

Hoje, eu ensaiei um escândalo no qual eu perdia toda a razão que tinha, mas desopilava meu fígado e aliviava minha dor eterna na barriga. Na minha cabeça, eu dizia absolutamente tudo que pensava, sem moderar palavras (imaginem o número de palavrões os que me conhecem, beijos!) nem críticas, sorrindo sarcasticamente e gritando oportunamente. Condenei a burrice, a soberba, a ganância desenfreada, a desonestidade e a feiura - porque eu já estava mesmo sem razão, então resolvi colocar tudo pra fora de uma vez. Mandei calar a boca quando me interrompia e usei de um cinismo único, só por prazer. É claro que o resultado seria desastroso (ou apenas libertador?), mas o resultado era a última das coisas em minha cabeça. Fui xingada de volta, retaliada, rechaçada e, finalmente, expulsa de lá. Saí gargalhando e saltitando, andei uns três quilômetros antes de pegar o ônibus lotado e ainda vim até em casa rindo.

Foi então que o meu ódio me colocou de volta à razão e me fez calar. Ao menos até que não seja mais o melhor a fazer.

5 comentários:

Diane Lorde disse...

Vou dar um conselho de "velha" "não dê sua razão para os outros".
Sei que às vezes o que queremos é simplesmente mandar todo mundo (ou metade dele) tomar no c44444 mas pense se realmente vale a pena, não por você é claro (que deve ter suas fortes razões) mas se os outros mereçam que você se estresse a este ponto.
É isto, boa sorte!

Panmela disse...

Gente...me vi brigando agora! Essa sensação é horrivel,né?
o calor do sabgue correndo em nossas veias mais um pouco de raiva faz com que façamos coisas que até Deus duvida!
Beijos!!!

Karine Franco disse...

Nossa... me identifiquei mt com vc
até pq sou também sagitariana..
To te seguindo
Beeijos

Graziane Raquel disse...

Ola,
Adoreii seu blog...tbm sou sagitariana...
To te seguindo.
beijos

Marco disse...

Nossa! Você escreve sem respirar! :) Cheguei da Casa da Sisa e gostei do ritmo.