28 de abril de 2010

Venha, que o que vem é perfeição.

Postzinho que estava guardado aqui. Resolvi publicar hoje, com a volta.
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São duas e dez da manhã de domingo, 28 de março de 2010. Eu fui dormir, teoricamente, há mais ou menos uma hora. Tenho o hábito de ligar a tevê um pouco antes de dormir e desligá-la quando o sono está prestes a me vencer e o fiz. Bem, aqui estou, escrevendo, sem sono e feliz.
Feliz? Sim. Ver Marcelo Bonfá e Dado Villa Lobos tocando com aquele microfone com uma rosa branca colocada e com vários vocalistas se alternando em homenagens ao Renato Russo me fez chorar, cantar, rir e lembrar do show em 94, o último no Rio de Janeiro. Suei a roupa inteira, cantei até perder a voz, chorei, berrei, ri.
Lembro do Dinho Ouro Preto, numa entrevista à 89 FM que ouvi quando morava em São Paulo, contando a história da letra de "Música Urbana", que foi terminada pelo Renato em um leito de hospital, assim, do nada, quando o Dinho foi pedir a ele uma solução. Lembro de quando o Legião cantou "Andrea Doria" no show e eu pirei. Lembro da primeira vez em que ouvi "Metal Contra as Nuvens" e achei uma doidera só, mas que a letra mexeu comigo como mexe até hoje. Lembrei de quando lançaram a caixa dos CDs e que ninguém conseguia achar e um amigo, que trabalhava na gravadora, conseguiu pra mim - comprando, mas fiquei feliz pra caralho. Lembro de uma festinha com os amigos quando eu tinha 14 anos e o Quatro Estações tinha acabado de ser lançado, e uma amiga lia a letra de "Pais e Filhos" e declamava a um outro. Lembro de cada vez em que ouvi "Perfeição" dirigindo, porque eu sempre colocava pra tocar quando estava emputecida e esquecia que, no fim, a mensagem mais linda era dita e eu me acalmava. Lembro do meu aniversário de 29 anos e que nunca, NUNCA, uma música caiu tão bem a mim quanto naquele dia "29" foi uma luva (tem aqui no blog, ó). Lembro o quanto eu sempre pirei ouvindo a bateria do Bonfá e os riffs do Dado, tanto quanto ouvindo o Renato cantar um pedaço de outra música - seja Ruby Tuesday ou qualquer outra - ao final das músicas do Legião.
Legião me faz lembrar com sorrisos no rosto e lágrimas nos olhos. Poucos são assim, pra mim. E poucas palavras me dizem tanto quanto estas:

"Venha,
Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha,
Que o que vem é Perfeição"

Um comentário:

Rosana Caiado disse...

Todo mundo tem uma história com alguma música da Legião. Eu tenho várias. No dia 27 de março, dia do aniversário do Renato Russo, foi lançado o livro "Como se não houvesse amanhã", com 20 contos inspirados em músicas da Legião. Tem um conto meu, inspirado em "Eduardo e Mônica". Faltou você no lançamento!