13 de junho de 2012

Revoltada, sim. E com razão.

Hoje, como em quase todos os dias em que tenho estado parada, assisti ao Jornal Hoje. Uma matéria em particular me deixou meio chocada, meio revoltada, totalmente indignada: essa aqui, que fala sobre erros de Português em entrevistas de emprego. Por que chocada, revoltada, indignada? Simples: porque as empresas hoje não querem pagar aos profissionais o quanto merecem, simples assim. E também porque vi cada coisa ali que realmente não dá pra acreditar.

Eu sou uma ótima profissional na minha área - e digo sem a menor falsa modéstia, seria ridículo - e estou à procura de emprego. Nas últimas entrevistas que fiz, estava qualificada demais (detalhe: uma delas, em termos salariais, me dava a mesma coisa líquida, entre benefícios e salário) ou o salário estava "abaixo do seu padrão e você vai sair logo (sic)". Tá, entendo quando alguém super qualificado deixe a empresa insegura quanto à sua permanência por causa do salário ou de um cargo muito abaixo do que esta pessoa já ocupou. Mas há limites, gente. Se eu digo que estou ok, que supre minha necessidade, se eu EXPLICO que o salário + benefícios se iguala ou supera o meu salário anterior, não há porque a empresa não me querer nela. Do outro lado: vagas para as quais estou perfeitamente qualificada, mas não preencho os requisitos como superior completo. Sim, porque faz a diferença ter um superior completo e ter um incompleto por absoluta falta de tempo, na melhor faculdade da sua área no seu estado. É.

Isso me enche muito o saco, essa burocracia, essa formatação das coisas. É burra, é ineficaz. Mas o Brasil, que 25, 30 anos depois resolveu seguir a "onda" do politicamente-correto de merda dos EUA, pensa assim. É, é coerente. Bem feito pra mim.

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