24 de outubro de 2007

Eles e nós

Eu e minha amiga conversávamos hoje (como sempre que podemos) e um dos assuntos que veio à baila foi: HOMENS. Claro, gente, porque são complicados, podem ser safados, às vezes até canalhas, mas a gente gosta, né?

Enquanto conversávamos, eu li esse post da Andrea, e acabei comentando com ela, ela leu, e tal. Pronto, estava completo o assunto e as nossas divagações sempre tão perversas. Sim, não se enganem: eu não sou NADA boazinha, ao menos quando algo / alguém me provoca pra que esse meu lado acorde.

A minha opinião mais resumida sobre o caso eu dei , mas eu e minha amiga querida, após discutirmos o assunto sob a ótica de duas sagitarianas, chegamos à triste conclusão de que esse tipo de coisa ainda acontece porque a mulherada praticamente PEDE. Gente, príncipe encantado é muito lindo no desenho da Cinderela, da Branca de Neve... Na vida real, babes, não há. E não vejam essa declaração como amargura ou como sendo de uma mulher mal-amada, porque eu acredito, sim, num grande amor, numa pessoa que seja a outra metade da laranja, no Mister-Tudo-de-Bom-Pra-Mim. Só que eles não são nada encantados nem mesmo encantadores, são homens comuns, que às vezes estão mais perto do que imaginamos (ai, Deus, ouça, por favor!) e que, normalmente, nos conquistam pelo dia-a-dia e não pelos atos heróicos ou elogios exagerados.

Eu não me considero velha, longe disso, mas já vivi o suficiente pra saber que nem tudo que reluz é ouro. Tenho uma cautela que chega a ser exagerada nesse campo (sim, nesse campo eu sou contida até demais, ao contrário de todo o resto meu) e sou mesmo meio fria – enquanto não provar o valor, não enxergar certas qualidades e princípios básicos, é só curtição. Acho que posso dizer que a minha própria experiência me proporcionou essa opinião, já que caí no conto do “homem-perfeito-apaixonado-tudo-de-bom” e me dei mal. Muito mal.

Não estou aqui pondo desculpas pra qualquer canalha, não. Eles têm mais é que se fu*&% mesmo, e que as mulheres enganadas por esse tipo sejam mais pérfidas do que se julgaram capazes um dia. Mas que tomem cuidado também, porque homem é como roupa de loja: na vitrine e no manequim, sempre ficam lindas, mas quando a gente olha pelo lado de dentro da loja, vê que a beleza vem às custas de vários alfinetes, prendedores, costuras... E ainda: quando experimentamos, vemos que ficam uma merda pra gente. Ao menos algumas delas.

12 comentários:

A Outra disse...

E acrescentaria mais: os indícios estão ai. Qualquer homem, mesmo o mais canastrão, deixa indícios. Devemos desconfiar sempre, por precaução. Deixar de prestar atenção neles é fingirmos de boba, e de boba não temos nada! Ou nao deveríamos ter. rsrs
Adorei a analogia com a roupa na vitrine. Mesmo!
Bjs!

Cinthya Rachel disse...

de perto ninguem é normal. nao acredito em metade da laranja pq acho que nos somos inteiros, acredito em espiritos simpaticos e afins, que se identifiquem, se admirem, etc.

Andrea disse...

Realmente a vida ensina que pacote perfeito geralmente cheira a montagem, e me parece ser realmente o caso de um homem que se inventou e qur não aguentou se mostrar de verdade.

Celine disse...

Ola, adorei esse blog.
;)

E concordo com vc, claro! (concordem todaaas ¬¬). Não vamos nos iludir, mas tbm nao precisamos sair matando todos( só alguns)..rsrs


beijos

Renata disse...

Eu concordo com você, as vezes a mulherada pede pra sofrer, sai acreditando em tudo. Mas tb acho que existem sim caras muito legais por aí!!
beijos

Ana disse...

Olha, eu acho que a gente pede mesmo. Sei disso pq vivo pedindo, então depois nem dá pra reclamar. Meu conselho pra mim mesma agora é ouvir minhas amigas. Ouvir quem gosta de mim me dizendo "esse cara tem um fedor característico! Vai por mim, não se envolve: dá e rala!".

Aline T. H. disse...

Outra, os indícios maiores são a perfeição exagerada...

Cin, eu compartilho o teu pensamento, usei a metáfora pra exemplificar mesmo. De perto ninguém é normal, mas passar as 'anormalidades' é fundamental, não?

Andrea, concordo, pacote perfeito não tem mesmo. E 'se fazer' de algo q não é, pra mim, é mortal.

Celine, obrigada! E não matemos não, torturar é mais legal =P

Renata, têm muitos caras legais por aí. Tou tentando o meu...

Ana, tô com vc até o finalzinho!

Beijocas, babies!

Diego disse...

eu acho que o outro lado da história também acontece, mas não é o caso... o caso é que você está coberta de razão! tenho um texto sobre amor que vai pro ar qualquer dia que fala um pouco disto...

ah! sobre o exemplo da roupa - as vezes a pessoa vê que ficou ruim e mesmo assim compra!

bj

Ril disse...

Acho que generalizar que TODO homem é canalha fica, digamos, no mínimo amargo.

Príncipe encantado não existe, mas homem sincero há de ter um!

Sim, eu acredito em duendes, meprocessem@galega.com.br

Aline T. H. disse...

Diego, que bom q vc gostou. É claro que existem os dois lados da moeda... tô falando do que eu conheço, rs.

Ril, baby, mas foi isso que eu disse. É claro que existem homens sinceros, só acho que eles nunca vêm embrulhadinhos pra presente, sabe? rsrs E não vou te processar - se eu não acreditasse nisso, tava ferrada!

Beijos, kids!

André Rafael disse...

Minha vez de falar? Ou não dá tempo mais?
Homem é tudo palhaço?exagerado demais...
Príncipe encantado? ingenuidade demais.
Os relacionamentos estão se tornando cada vez mais fúteis, descartáveis. Antigamente um casamento era até-que-a-morte-nos-separe, e hoje, muitas vezes, é só uma formalidade... Claro que generalizar sempre não funciona nunca (essa é a regra e a exceção?), mas já não há o valor "família" que havia antigamente - não deu certo larga.
Nos acostumamos a isso principalmente pelo fato de que é muito fácil trocar de parceiro no "mercado", então não há mais cumplicidade como havia antigamente, e por isso quase sempre alguém se sente lesado na história. Ficou confuso e eu odeio comentários giganormes, mas... deixa pra lá.
Beijo.

Aline T. H. disse...

André, eu concordo com vc, mas meu único senão é com relação à tal 'cumplicidade' de antigamente. Algumas vezes era cumplicidade, sim; outras, mera obrigação. Mas os valores andam se perdendo, e eles são um dos meus pré-requisitos em alguém...

Beijo.