7 de fevereiro de 2009

Ela dança no mar, ela brinca na areia

Eu PRECISO ir à praia. Ontem, meu irmão e a cunha - em breve oficial e sacramentadamente minha cunha! - me chamaram pra ir, mas não dava MESMO pra ir hoje. Sabe como é, impedimentos estéticos e fluídicos. Ou como disse uma pessoa do trabalho, "tá com problema de fechamento no closure*".

Praia é um dos lugares onde mais me sinto à vontade, onde mais me sinto bem, onde fico em paz. A areia nem me incomoda e ficar com o sal seco na pele depois do banho de mar é quase um prazer, porque na hora que a água doce bate no corpo chega a fazer jus à este adjetivo. A praia talvez seja a vista mais simples que se tem na natureza: são poucos elementos que a compõem (basicamente água, areia e céu) e todos numa harmonia tão inocente que chega a ser intrigante como pode ser tão bonito. Mas a praia, pra ser bela assim, tem que ser vista num dia em que esteja vazia, o que não ocorre nunca no verão carioca...

Só de passar em frente à praia nestes dias de sol, samba e cerveja, eu fico com raiva. Raiva de gente mesmo, daquelas pessoas se espremendo por um pedaço microscópico de areia e jogando lixo no chão e na água, jogando areia nos outros e não respeitando ninguém em volta. Tá, eu sou velha, pode dizer. Mas eu nunca curti praia de fim de semana, fui poucas vezes depois de adulta e continuo achando um saco. O que é uma pena, porque eu trabalho a semana toda e só me sobram os dois dias do weekend pra poder pensar em ir até lá, não é mesmo? Well, ganhando na Megasena, eu prometo que vou à praia quando ela estiver vazia. Ou compro uma pra mim.

Mas porque eu PRECISO ir à praia, ao invés de só dizer que quero? Simples! Eu preciso pegar sol em nome da saúde dos meus ossos (faz bem galera, faz bem) e porque minhas veias estão delineando mapas na minha pele, de tão branca que ela está. Eu preciso tomar um banho de mar demorado, daqueles de enrugar a pontinha dos dedos e deixar cansada mesmo - eu só gosto de praia com ondas, claro - além de precisar da energia boa de lá. E de deixar a energia ruim lá, claro, pra que a carga fique menor. Sim, eu sou supersticiosa e mar me limpa, eu digo mesmo. Mas a razão principal na necessidade de ir à praia é mesmo estar PRECISANDO de um pôr-so-sol bem bonito pra lembrar e sorrir com uma coisa tão simples e tão linda. Porque sorrir, hoje em dia, pra mim, tem que ter razão. Sorrir a esmo dá rugas e gasta a minha cota de sorrisos!

De repente eu vou amanhã à tarde, ou aproveito que terei alforria esta semana e sairei na hora certa pra ir direto pra lá, já que fica a dez ou quinze minutos do trabalho. Eu sei que eu vou dar meu jeito e vou à praia. O mar ainda não me lambeu esse ano e talvez seja uma das poucas coisas que eu precise pra dizer que 2009, finalmente, começou.

*Closure: an obstruction in a pipe or tube; "we had to call a plumber to clear out the blockage in the drainpipe"

7 comentários:

Lekkerding. disse...

Eu já te disse hoje que é você a minha sereia favorita?
Pois é você, a mais linda, a mais gostosa, a mais exuberante, a que eu mais gosto. É você.
E que o mar seja abençoado de ter essa filha pródiga nos braços ainda esse mês.
Beijo

Priscila Mondschein disse...

Adorei a "Casa do Cacete", é longe, mas é divertida!!!!

Beijo!

Renata disse...

Gente, fiquei pensando aqui e a última vez que eu entrei no mar foi em outubro de 2007! que horroooooooooooor! rs!
beijos

Danielle Balata disse...

Praia.. moro em uma cidade que a contém e não usufruo. Ao contrário de você, detesto sal grudada em minha pele, e areia muito menos.
Velha? Sim.. e ainda razinza.

Beijos

Mr. T disse...

Adoro praia, mas gosto mesmo é das cheias, não existe melhor do que Ipanema, não das que eu conheço hehehe


Ja me refestelei na praia duas vezes esse ano, e moro a mais ou menos 1500km do mar!!! rsrsrs

Bjão

Fabio Fernandes disse...

Gostei MUITO do que vc escreveu:
"são poucos elementos que a compõem (basicamente água, areia e céu) e todos numa harmonia tão inocente que chega a ser intrigante como pode ser tão bonito."

Acho que o mar nos faz sentir tão minúsculos, tão inferiores àquela beleza, que faz bem estar lá.. fazer qualquer coisa na praia me dá prazer. Também sou desses q prefere praia deserta, que vai pra praia e fica intermináveis horas dentro d'água (ainda mais se tiverem ondas boas), que faz questão de não levar lixo e mesmo assim ainda catar o lixo q encontro na praia... Qualquer tipo de natureza pura, é válida, e realmente recarrega nossas energias.

Bjokas.

Eduardo Martins disse...

E foi isso os restantes dos dias do carnaval. Bloco, cerveja e algumas mulheres até terça-feira. A rotina só foi quebrada quando acordo em cinzas na quarta e percebo que tenho que trabalhar o meio expediente. Que estupidez! Desço no Largo da Carioca e sigo em direção a Avenida Rio Branco quando subitamente um pierrô salta em minha frente e entrega-me um papel que dizia:
- “Compro ouro, cautelas, jóias em geral...”
O ano havia começado.(Extraído do conto Feliz Ano Novo de Eduardo Martins)
Cada um c/ seu marco de ano novo, como moro na casa do cacete e longe da praia...
Salve Império Serrano!!!