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Mostrando postagens de Dezembro, 2009
E São Pedro resolveu lavar a cidade hoje. E ainda está fazendo a faxina - não dá nem pra criticar o pobre, né, já que isso aqui tava precisando de lavagem mesmo. Só fico preocupada com os locais que tendem a deslizamentos (com as pessoas que habitam e passam por estes lugares, claro) e penalizada pelas festas de amanhã. Mas vejamos como será.
Mas eu não vim falar da chuva, não. Vim falar de tudo que ela (e o final do ano de 2009, simultaneamente) estão levando embora. Não, não esperem promessas de Ano Novo, porque promessa boa a gente faz e cumpre independente do final ou do início de qualquer coisa no calendário - vim falar só que eu desejo, a todos que possam ler estas linhas, um 2010 delicioso, em todos os sentidos. Desejo também um novo ano cheio de paz, saúde, progressos e sucessos pra todo mundo. Desejo menos mau humor, mais amor (ou algum que seja, em certos casos), mais leveza, mais beleza (no sentido menos fútil da palavra) e mais encontros. Um pouco de juízo é bom também, mas…

Musiquinha

Roberto Carlos não é meu cantor favorito, mas ouço suas músicas desde antes de nascer e já fui a uns três shows dele - mamãe adora. Mas tem uma música que ele canta, de autoria da Isolda, que me faz chorar mesmo sem estar apaixonada ou triste, de tão linda que é. Como a Globo me fez o grande favor de cortá-la do especial do Rei de hoje (apesar de tê-la colocado nos anúncios), seguem abaixo a letra e o vídeo, para quem quiser chorar junto comigo."Você foi
O maior dos meus casos
De todos os abraços
O que eu nunca esqueci
Você foi
Dos amores que eu tive
O mais complicado
E o mais simples pra mim
Você foi
O melhor dos meus erros
A mais estranha história
Que alguém já escreveu
E é por essas e outras
Que a minha saudade
Faz lembrar
De tudo outra vez
Você foi
A mentira sincera
Brincadeira mais séria
Que me aconteceu
Você foi
O caso mais antigo
E o amor mais amigo
Que me apareceu
Das lembranças
Que eu trago na vida
Você é a saudade
Que eu gosto de ter
Só assim
Sinto você bem perto de mim
Outra vez
Me esqueci
De tentar …

Passa.

O mal da vida da gente é passar. Porque tudo que passa, como o próprio verbo já diz, é volátil, volante, instantâneo. A vida da gente deveria ser, estar, mas nunca passar. Passando, a vida não é lá nada muito útil pra nós mesmos, além do acúmulo de dias e, quem sabe, de dinheiro - que, cá entre nós, nunca acumula de verdade. Quando o dia passa (vamos diminuir a quantidade da coisa, limitá-la, pra ver se alguém pensa nisso sem tanta preguiça), você não guarda nada dele; quando o dia é, foi ou está sendo algo mais, mesmo que ruim, algo se guarda, se aprende, se leva e se ganha. Mesmo perdendo.
A minha vida anda passando. Passou meu aniversário, passaram-se os dias até a antevéspera de Natal deste ano, passou a festa dos amigos, passou um monte de coisa por mim. Pouco ficou. Vejo as coisas como que sentada numa poltrona e de frente pra uma tevê feia, velha, cheia de chuviscos e meio suja até - sem nenhuma interatividade. Um belo momento eu vivi há quase um mês, quando dois dos maiores ami…