Nem sempre é fácil

Semana conturbada essa que passou, com momentos muito paradoxais (nossa, baixou Camões aqui). Sem sacanagem, foi brabo sentir o turbilhão que se instalou e sair ilesa (ou quase) dele.

Fiz aniversário, o que sempre foi motivo de alegria pra mim, mesmo tendo mil problemas, mil coisas a resolver. Tá. Longe de alguem que amo muito, mas perto dos meus pais, avós e irmão, de quem hoje moro longe e amo demais. Beleza, nada é perfeito. Sem grana, preocupada - mas quem não tá?

Até aí, nada de anormal, todo mundo passa por isso e sobrevive. O que quase me matou veio depois: ver meu irmão triste, chorando, sério, na colação de grau e festa que seriam as dele e não foram, graças a um bando de filhos da puta que não tem mais o que fazer da vida (não, ele não merecia MESMO ser reprovado, nem os que ficaram com ele nas DUAS ocasiões em que isso aconteceu - não é coisa de irmã protetora). Chorei que nem uma vaca os dois dias, fora o que já tinha chorado antes, quando o via cabisbaixo e lembrava o porquê. Logo ele, o cara mais palhaço e mais alegre, estudante dedicado, atencioso com os pacientes (coisa que 99% dos médicos ou quase-médicos não é) e irmão e filho carinhoso? Não, não pode ser.

Até agora estou com um nó na garganta. Ele ainda está. Escrevi uma carta, entrego amanhã antes de voltar pra casa, quando sair. Melhor assim. Ele vai saber o quanto o amo e o quanto estou aí pra ele.

Ah, e tenho pena dos filhos da puta. Eles ainda vão ter o que merecem.

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