O mundo feio e a idiota crédula

Nesses dias tão típicos e horrorosos que vivemos, com a média diária de duas a três notícias de assassinatos brutais e mais uma meia dúzia sobre corrupção desenfreada e desavergonhada, eis que surge mais uma notícia pra azucrinar a minha vida. Claro que muito menos violenta, menos importante (em termos de hierarquia política), mas inacreditavelmente feia. Horrorosa. Mentirosa, falsa, apelativa e... que fez sucesso. Como não fazer, com tantos adjetivos?

Sim, um sucesso estrondoso! Comentada por várias pessoas, no ranking das mais enviadas, gente por todo lado dizendo "é isso aí, força!" sem ter a menor idéia de que ao menos metade dela é falsa. E tendo menos idéia ainda do estrago que está fazendo na vida de várias mulheres como eu.

A notícia em si não importa, sinceramente nem sei se vou linkar ou fazer alguma referência mais explícita à ela aqui - quero evitar mais problemas do que a dita cuja já trouxe com sua publicação - eu quero mesmo é reclamar. Reclamar de tanta gente nojenta que nos cerca, de como podemos ser disgusting people*, de como podemos ser enganados, como somos perfeitos idiotas e imbecis. Sim, falo de nós, pessoas crédulas e de bom coração, que acreditam na humanidade (ainda), que trabalham, ralam, fazem das tripas coração para pagarem suas contas (e nem sempre conseguem), que amam e acreditam serem amadas. Estou falando de mim, que me sinto uma perfeita palhaça hoje, mesmo sem ter nenhum nariz vermelho por perto pra colocar. Acho que ele já está aqui, inclusive.

"O mundo anda tão complicado", Renato Russo já disse há alguns anos atrás (e, como em todas as suas letras, continua sendo atual pra caralho), e às vezes acho que não quero mais torná-lo simples. Sei lá se tenho forças. Sei, sim, que vou continuar sendo a palhaça crédula que sou hoje, porque me faz bem, eu durmo bem, sabe? Sei também que tem gente que vai se fuder bonito (a verdade sempre aparece no final das contas, e não é porque 'Deus é justo', não, é porque o ser humano não tem capacidade intelectual suficiente de enganar a todos a todo o tempo) e não vou ser eu.

Gente feia, me deixa ser feliz e viver. E vão se fuder pra lá.

* eu ia explicar que essa era a única expressão que me veio à cabeça, dado que tenho falado/ouvido/escrito em inglês diariamente durante os últimos seis dias, e não uma americanização gratuita. Mas, como não devo explicação a ninguém, quem quiser criticar que enfie o dedo no cu e rasgue.

Comentários

Lekkerding. disse…
Qual foi o pulso que trouxe tanto asco?

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