O ofício nosso de cada dia

Muita gente, mesmo as pessoas mais próximas, não fazem a menor idéia do que é trabalhar embarcada, de como funciona a "engrenagem" toda, o que temos pra fazer lá dentro... as mais insólitas perguntas já me foram feitas por conta desse trabalho, mas uma pergunta simples, feita por um cara que eu adoro ler, me motivou a escrever esse post. Então, queridos, vamos lá:

Lá tem tudo, menos terra pra pisar - aliás, tem até terra, numa horta, mas como o local é pequeno, ela é improvisada dentro de caixas, divisórias de madeira... mas dá frutos e já comi, inclusive, um melão de-li-ci-o-so dela. Tem piscina (de água salgada, quentiiinha), tem academia, tem quadra,















tem aula de inglês (nice to meet you, I'm one of the teachers), tem um "cassino" improvisado por nós (sai mais besteira da boca da gente do que jogo mesmo), tem refeitório, cinema... e, claro, muito trabalho. Muita preocupação com segurança, com SMS (saúde, meio ambiente e segurança), com reciclagem, com a produção em si.

A ida e a vinda são feitas de helicóptero - o que pode ser um martírio pra alguns - e eu fico muito bem com isso, lhes juro.















Passamos os 14 dias de macacão laranja, o que não favorece (em nada) a beleza de qualquer ser humano, mas você se acostuma... pode fumar, mas em uma área restrita; não pode beber, a não ser cerveja sem álcool. São servidas várias refeições durante o dia, porque tem a galera que trabalha no turno da noite (eles também merecem comer, né?). Os camarotes (quartos) são coletivos mas não misturados - muié com muié, hômi com hômi - e tem a galera da hotelaria, que rala muito mesmo.

Basicamente, é isso. Qualquer outro detalhe que queiram saber, me perguntem. Opinião pessoal minha? Adoro. Uma coisa que tem também, a mais importante: gente muito boa, colegas incríveis e alguns bons amigos. Ao menos lá onde eu estou, pode ser que eu seja uma pessoa de sorte.

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