Bola de cristal, jogo de búzios, cartomante: eu sempre perguntei

Os últimos dias têm sido intensos, em todos os sentidos: experiências ruins, boas, diferentes, assustadoras e compensadoras. E, por favor, não as definam conforme as lêem, porque as coisas que mais me assustam são as mais doces, gentis e que me deixam mais vulnerável. Não vou dizer que a experiência da quinta passada tenha sido normal, não sou hipócrita - foi uma merda, sim - mas, depois que a raiva passou, digo que foi mais uma experiência ruim e só. As dores de cabeça posteriores com documentos, carro depenado e tudo são conseqüências que precisam ser encaradas, nada mais.

Como boa devota de Sunscreen, I remember the compliments I receive and (try to, at least) forget the insults (I'll write to Baz and tell him I've been succeeding) e, por essa razão, a intensidade das minhas coisas e dos meus sentimentos quase sempre vêm das melhores experiências, mesmo que tais sentimentos me assustem e a intensidade das coisas me deixe um tanto quanto pensativa. Sim, sou das que desconfia quando a esmola é muita - sempre fui e sou cada vez mais, por conta de ter sido bem escaldada - e sempre acho que não mereço, que não é pra mim ou que é sim, mas que eu vou fazer alguma merda e deixar de merecer. Não me acho inferior mas conheço meus defeitos e luto contra eles, todo santo dia. Conheço minhas qualidades também (e são várias, eu digo) mas nem sempre são assim aos olhos alheios, como tudo na vida. Minha madrasta má, a auto-crítica ferina, está sempre à espreita e sussurrando ao pé do meu ouvido...

Tudo está dando bem certo e eu mereço, sim. Mereço os elogios, o carinho, o respeito e as sortes, mas até quando? Amanhã o tempo vira, quem vai saber - a meteorologia tem acertado, mas nunca é 100% - e o que acontecerá? No one knows. É por isso que vivo meu presente de acordo com o substantivo: como uma dádiva, um mimo ou uma oferenda, recebendo-o com carinho e fazendo de tudo para merecê-lo. Se vou conseguir já são outros 500, e não vivo em prol de saber do depois de amanhã, até porque este depende muito mais do que eu faça hoje em lugar de divagações e pensamentos.

Mas confesso: às vezes, queria mesmo ter uma máquina do tempo pra saber o que virá pela frente...

Comentários

Merece, o momento e fatos positivos.
Não tenho máquina do tempo, mas costumo acertar algumas previções e tu vai ser feliz, como diria o Jurandir, É fato.

Hannibal
Aline T.H. disse…
Espero que sim, querido, tanto no presente quanto ao futuro, viu?

Beijo!
Danielle Balata disse…
Não, maquina do tempo ia nos deixar mais ansiosas que somos no dia a dia.. deixa as coisas acontecerem naturalmente.

Beijos
A Outra disse…
continue lutando contra seus defeitos e vença-os.
esse é nosso ano, flor. verá.
e 2009 promete muita coisa boa.

bjsss e bom final de semana.
Eli disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Eli disse…
Darling: L'Oréal!!!
Taynar disse…
A minha pior crítica sempre sou eu mesma. A pessoa que mais me sabota, e que menos crê em algumas coisas.
Mas com o tempo a gente vai aprendendo a ouvir menos o diabinho-mesquinho, e dando trela pra otimismo, junto com a realidade.
E aprendendo que o que é nosso vem por ser merecido, não mais que SEMPRE!
Eu sempre tive vontade de ir numa cartomante. Até que fui uma vez. E ela me disse tanta coisa, que saí de lá nunca mais querendo voltar.
Ela só me disse coisas boas, que acabaram acontecendo, mas que não tiveram aquele brilho, por terem sido previstas.
Prefiro esperar o futuro acontecer. É mais emocionante. E infartante, tbm, é claro!


Eu, hein!
Graças à Deus, já tive minha cota de stalkers reais [Acabaram um dia desses as ligações de numero suprimido], mas isso aí, quando o nosso brilho é mais limpo que o dos outros, tem sempre um idiota pra reclamar.
O que te importa a vida dela? Sendo assim, porque, diabos, ela tem que se importar com a tua?
Mas é isso: idiotas, portanto, nem esquenta esses lindos cabelos ruivos, moça!

Beijos

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