Se perdendo a gente acaba se achando...

Hoje me peguei pensando na época do meu vestibular - calma, nada de saudosismo, até porque eu era gorda e mondronga, agora ao menos sou gorda e pheena, como diria minha amiga Dra. Bridget - e como a vida profissional das pessoas toma forma, não importa o quanto se fuja do que se deve ser, por um motivo ou por outro.

Explico: fiz vestibular para Comunicação e Direito, sendo que a segunda faculdade foi mais por uma falta de opção do que por escolha - a Comunicação na universidade em questão era considerada fraca e um professor havia me dito, à época do colégio, que eu seria uma ótima juíza. E como diria aquele personagem cômico do Jô Soares, "E EU ACREDITEEEEEEEI!". Modéstia à parte, passei em todos os vestibulares que fiz, pras três das públicas do Rio, e tive que escolher qual faria, porque eu pretendia trabalhar e não teria como conciliar duas faculdades naquela época. Escolhi o Direito por algumas razões que não são, nem de longe, as mais corretas para nortear a vida profissional de ninguém, e fui pra lá.

Treze anos depois (do the math, babies), ainda não me formei. E nem vou me formar - ao menos não em Direito. **Que venham as pedras, xingamentos e perguntas como 'você é louca?', sinceramente a decisão já está tomada** Por estas coisas que a vida, a vocação e outras coisas mais explicam, hoje trabalho numa área que tem muito mais a ver com a Comunicação do que com o Direito (que, particularmente, eu não consigo mais sequer estudar) e amo. De paixão. Quero fazer minha faculdade, quero estudar, quero me formar, mas num outro curso que não aquele que iniciei há 13 anos, quando era mondronga, cabeçuda e cheia de sonhos. Hoje não sonho tanto mas vivo mais, muito mais. E é por isso.

O que me levou a lembrar disso tudo e falar disso aqui? Simples: uma balconista numa loja de conveniência de um posto de gasolina que sabe vender. Deve ganhar pouco, mas vende bem demais e me parecia hiper feliz fazendo seu trabalho - o que é fundamental pra quem precisa vender qualquer coisa que seja. A gente pode demorar a se encontrar profissionalmente, mas o dia chega pra quem não cansa de procurar. Parece que o meu chegou.

Comentários

Lekkerding. disse…
Vou falar no MSN pra você não me queimar viva em público.
Mas desde já, PARABÉNS! Quero só ver se vai ser caloura na FACHA junto com a Franga.
Beijos
D.Marco disse…
Nos encontrarmos é o primeiro passo para sermos encontrados.
Quanto as "legendária pernas", foi a lembrança de uma certa foto, de uma incerta festa a fantasia...
Ruivas... humm...
Aline T.H. disse…
Lekk, baby, vejamos onde eu vou parar. E obrigada =oP

D.Marco, assim eu vou acabar querendo conhecer você, rs.

Beijos, you guys.
Sisa disse…
Nossa, Line, ontem tive uma reunião importantinha e aí no meio dela eu ouvi "Você é uma pessoa de sorte. Teve muitas oportunidades. Mas melhor: soube agarrar cada uma delas". Aí que eu fiquei pensando nisso o resto do dia e cheguei à conclusão que a maior sorte foi acertar, aos 17 anos, o que eu queria fazer da vida. Se muitas vezes é complicado definir o que se quer aos 20, 25, 30 (uy, faço na 2ª feira), imagina o que é acertar aos 17. Praticamente ganhar na loteria. Ainda mais quando com 17 anos a pessoa resolve que quer ser física (ãhn?). Realmente, sou sortuda bagaray.

Mas olha, se você não quer ser advogada/ juíza/ whatever quando crescer, tem mais que correr atrás do que quer. Porque se a gente já passa perrengue fazendo o que ama, imagina fazendo o que detesta.

Eu dou meu apoio =) Não que você precise, pq vc vai mandar bem.

Beijo.
Diane Lorde disse…
Seja como for e no que desejar, basta que acredite de verdade, e claro, estudar ajuda bastante.
Boa sorte!
Aline T.H. disse…
Sisa, sempre é bom ter apoio de quem gostamos, viu? Obrigada, linda. E parabéns pela tua escolha certeira =)

Diane, obrigada mesmo!

Beijos!

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