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Mostrando postagens de Agosto, 2010

Começou o jeitinho...

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Chego em casa cansada depois de um dia de trabalho gratificante (sim, sou destas que acha um dia de trabalho gratificante quando este o é), com meu carro revisado e rodando macio - apesar das ruas da minha cidade não colaborarem muito para isso - e dou de cara com isso aqui:

Estranhei, pois o pessoal do prédio está reformando tudo e a cerca de metal foi pintada há pouquíssimo tempo. De qualquer maneira, subi as escadas e perguntei aos meus pais se eles sabiam do galhardete. Minha mãe disse que viu uns cabos eleitorais com um Kombi aqui na rua, mas não ficou prestando atenção. Meu pai disparou, certeiro: "ó, ninguém autorizou isso aí, não!" e eu fui até a casa do síndico perguntar. A resposta? Não, ninguém ali autorizou absolutamente nada - até porque todos os apartamentos deveriam aceitar esse tipo de coisa.
Desci imediatamente com um alicate a fim de cortar os arames que seguravam, mas já que os Srs. cabos eleitorais dos Exmos. candidatos acima usaram praticamente uns dois me…

Mamãe até me educou...

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Eu precisava controlar urgentemente essa minha mania de fazer sinais impróprios no trânsito. Ao menos se eu quisesse fazer 33 anos em dezembro. Sim, eu sou das que mostra o dedo médio aos murrinhas que só tentam ultrapassar e só passam a andar na velocidade normal quando eu ponho seta (sim, eu uso a seta e sou uma carioca rara, me processem) e noutro dia fui perseguida aqui perto de casa pelo "ofendidinho" em questão. Confesso que fiquei com medo, até porque o Insulfilm do cara era um G5 bandido e não dava pra ver nada (nem que o "motorista" em questão estivesse com os dentes assim), mas o "machão" da vez desistiu logo. Ainda bem, convenhamos.
E foi assim que resolvi colocar em prática um sinal que representa a minha teoria da SPP (Síndrome da Pau Pequenice)* no trânsito:

Eu sacudo a mão esquerda fazendo este sinal fora da janela quando um dos "pilotos" tenta me fechar ou me impedir de entrar na pista ao lado. A grande maioria das reações é uma ca…

Direito de Resposta à amiga

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A Lekkerding escreveu um post sobre política, ridículos, conformismo e outros aspectos da mesma coisa: a merda que isso aqui está e a falta de horizonte para que melhore. Eu já queria falar disso aqui, mas andava com uma "preguiça" (aka falta de paciência com possíveis chatos que venham a ler) danada e... Resolvi deixar a preguiça de lado. Numa segunda-feira à noite - e que meu mestre Garfield me perdoe por mais esta blasfêmia.
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Bem, eu não estou acostumada. Conformada? Também não. Só que... Bem, vamos por partes: Eu (como você, os citados e o resto do povo que vive neste país) escolho, sim, quem vai administrar o meu patrimônio. Até aí, estamos de acordo. O que acontece é que eu preciso ganhar dinheiro para viver. Como decidi ser uma pessoa honesta e seguidora da lei, trabalho. Para ter um bom emprego quando chegasse à idade na qual estou, fiz esforços e sacrifícios: estudei num dos melhores colégios do Rio de Janeiro, me formei em Inglês…

O Português e seus "causos"

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Uma das pessoas que leio há mais tempo e não deixei nunca de ler é o Leo Jaime. Gosto, sou fã, já falei de shows dele aos quais estive presente aqui e tudo (o primeiro, quando tive a honra de o conhecer pessoalmente, estava na Casa velha, a qual perdi o acesso - mas vejam as fotos aqui). Mas esse texto dele me fez rir, ter saudades e me lembrou uma das histórias mais interessantes sobre "línguas diferentes" (tive que roubar essa, Leo!) que já vivi.
Morei em Sampa dois anos, como todos os 5 leitores deste blog devem saber. Carioca da gema, cheia das gírias e achando tudo muito engraçado e, de vez em quando (preciso admitir), ficando meio puta com a sacaneada que me davam por causa do "olha só" típico do carioca quando quer chamar alguém. A bica foi a primeira das gargalhadas que causei na casa da família do ex - torneira, gente, torneira - e, ainda na cozinha, o pano de prato que todo mundo por lá chama de guardanapo. Picolé e sorvete são, respectivamente, sorvete de…

Só vou se for de carro

Ontem eu saí com amigos, coisa que não faço muito ultimamente - e tive a certeza de que preciso fazer mais, tá - e não fui dirigindo. Até porque as blitz da Lei Seca do Exmo. Sr. Sergio Cabral me deixariam mais pobre ainda do que todos os custos, impostos e buracos nas ruas desta cidade já me deixam diariamente. Daí que já era noite e chovia quando saí do trabalho em direção ao tal encontro e, como eu trabalho no lugar onde o Jota Quest chamou de longe pra caramba e iria, portanto, atravessar a cidade, pensei em ir de ônibus e tirar um cochilo (sou fã de um cochilo motorizado, vocês sabem), mas não passava quase nenhum. Aliás, não passava qualquer veículo motorizado indo ou vindo, às sete da noite, até que um táxi veio e eu fiz sinal. Entrei, disse meu destino e ele me perguntou, de cara, se eu me importava com ele usar um atalho para fugir do trânsito caótico que estava à nossa frente e eu respondi que não, disse que ainda achava bom. Enfim, o motorista foi pegando ruas, vielas e até…