Censura, radicalismo e caça às bruxas: sim, o ano é 2011.

É triste que o motivo de voltar à Casa seja este, mas não tá dando pra não falar. Não sei se sempre foi assim e, com as mídias sociais, agora estamos sabendo quantos babacas o mundo tem, ou se o povo realmente tá imitando os EUA há 25, 20 anos, naquela onde imbecil de politically correct. O que sei é que anda insuportável e inadmissível o tanto de gente preconceituosa e square-minded (cara, só em inglês tem o peso certo) aparecendo por aí.

É claro que, hoje, qualquer um é lido numa rede social e pode ser repetido por imbecis que queiram aparecer - porque estes sempre existiram - mas o tanto de destaque que vem sendo dado aos retardados preconceituosos em todos os veículos de mídia realmente é algo preocupante. Projetos de lei que vetam qualquer liberdade de expressão online, retaliação à gays, a população de um bairro "nobre" (entre aspas mesmo, porque achava Higienópolis UMA MERDA quando morei em Sampa) vetando o metrô... E, do outro lado, um policial acusando um Ministro, tendo destaque nacional ABSOLUTO e prova nenhuma. Não sou petista, odeio política (atualmente) e não tou a fim de entrar nesse mérito, mas... PORRA! Ou o mundo anda muito louco ou eu nunca fui sã.

Não se pode mais fazer piada de porra nenhuma (boa ou ruim, piada é livre desde que eu comecei a entender, ao menos) que se leva um processo (de um feto, UM FETO!). Você não pode mais dizer que alguém é gordo, magro, alto, baixo, sem pescoço ou pescoçudo, que se arrisca a ter um B.O. contra você. O Padre Marcelo não gosta de gatos. Mulheres de 30+ solteiras são desesperadas por casar e comprar. E assim vai, porque a vida é isso (segundo esse povinho de merda que anda por aí): tudo é ou não é, não há meio termo e, caso você discorde, prepare-se: você vai ser execrado publicamente, processado e criticado até não poder mais aguentar e resolver sumir.

Triste demais esse mundo. Claro que não quero ir embora tão cedo, mas juro que penso em montar uma comunidade new-hippie pra ver se gente com opinião, livre de preconceitos e aberta a novas ideias passa a viver em paz. Mesmo que isolada desta merda que esse mundo anda.

Comentários

Adriana disse…
É assim mesmo guria. E a caça aos diferentes existe na vida pessoal também.. Casais com mais de trinta sem filhos são execrados pelas amigas que enbarangaram e já tem pelo menos um filho (você não sabe, mas existe u mvazio dentro de você). Se você não gosta de gordo, índio, crente, não pode dizer. Eu acredito que assumir publicamente o que gosta ou não ou fazer piada de alguma categoria é bem diferente de agir batendo, excluindo, menosprezando. Podemos simplesmente não gostar e aprender a conviver... O problema hoje em dia é que, se assumir, leva pedrada!

Postagens mais visitadas deste blog

Conto adolescente

Feios e Belos

Revoltada, sim. E com razão.