6 de outubro de 2014

Considerações quanto aos eleitores no Brasil

Repito minha publicação do Facebook aqui, para que todos possam ler:

Burguesa, patricinha, metidinha e hipócrita. Segundo consta pelos petistas, eu me enquadro nesse perfil, já que não votei na Dilma.


Esquerda-Caviar, comunista, vagabunda, obcecada. Segundo consta pelos tucanos, eu sou destas, já que não votei no Aécio.

Dizendo que votei na Marina, seria considerada pelos dois eleitores acima descritos como: em cima do muro, irresponsável, vai-com-as-outras e ignorante na política, já que a terceira figura maior é vista como uma daquelas baratas francesinhas: nem é tão grande, mas aguarde num futuro próximo o mal que vai causar caso você não cuide disso agora...

Votei em Eduardo Jorge. Sim, votei. Votei no cara mais moderno, inteligente, razoável, comum, que não se julga um deus ou melhor do que ninguém por estar envolvido na política. Ainda com muito a desenvolver e aprender, sim, mas já demonstrando que o futuro pode ser MUITO melhor. Me xinguem, me chamem do que quiserem – mas, nesse caso, todos estarão cagando, já que o percentual é baixo demais, né não?

Só não coloquem rótulos nos outros, sejam razoáveis e inteligentes, por favor. Ou então eu mesma vou passar a usar a técnica de vocês, falar milhões de merdas, absurdos e impropérios a cada um que fale merda e dizer “ah, me deixe falar, tenho câncer no cérebro e tudo que é na cabeça cê sabe comé, a pessoa fica com problema” e não admitir que me critiquem.

Aqui, ainda digo: obviamente nem todos pensam assim. Mas o percentual é bem maior do que poderia ser considerado normal. E se é pra falar desse tipo de coisa, que seja generalizado, pra atingir a quem quer que se coloque no papel.

28 de agosto de 2014

A carta de amor que faltava

Oi, meu amor,

Há quanto tempo eu não sentia o que voltei a sentir hoje - bem, a apatia era causada pela bolinha que tava aqui na cachola e foi-se junto com ela - e muito menos pensava em escrever pra você, né? Nunca nos abrimos sobre isso. Então. Mas hoje voltou tudo, com toda a intensidade, você nem imagina o quanto - ou sabe o quanto, eu realmente não sei dizer...

Depois da noite passada, tão maravilhosa (em sonho, sim, mas eu sei que sinto o gosto da tua boca, o cafuné que você faz e o calor dos nossos corpos juntinhos, agarrados), eu realmente tou parecendo uma adolescente de novo: tendo taquicardia só de lembrar dos beijos sonhados, lembrando de tudo que vivemos no passado (ver o dia nascer será sempre o que mais me fará lembrar de ti) e apreensiva por achar que tudo possa estar acontecendo hoje porque você precisa de ajuda, de alguma forma. Você sabe qual é a minha crença, então entende o porquê da preocupação... Só espero que nada de ruim, nem mesmo uma topada numa porta, aconteça contigo, nunca. E se precisar de qualquer coisa, grita por mim.

Porque quando o amor é sublime, total e absoluto, ele é assim: a gente se coloca no lugar de quem ama caso haja apenas a possibilidade de qualquer coisa ruim, por mais boba que seja, acontecer; a gente ama tanto que não quer que a pessoa saiba se estivermos tristes demais, precisando de colo mesmo, para não preocupar a quem amamos.

Eu te amo tanto, para sempre, que quero muito que você seja muito, muito, muito feliz. Quero tanto que fico aqui, calada, te amando e torcendo para que dê tudo certo pra você e pra felizarda que ganhar o seu amor, para que você seja o homem mais feliz do mundo - te amo tanto que, mesmo não sendo eu essa felizarda, ficarei feliz mesmo assim.

Seja feliz, baby boy. A gente se encontra na próxima também ;-) Amo você.

*Pra ouvir enquanto se lê: Relicário, Nando Reis & Cássia Eller - Luau MTV



20 de agosto de 2014

Prazer, esta sou eu (ou porque o Secret é só diversão pra mim)

Sou Aline, tenho 36 anos, operei câncer cerebral em fevereiro, tou com 40kg a mais por conta de medicação (sendo que uns 15kg são inchaço, completamente weird look), sendo que sou alta e ser magrela nunca foi uma opção. Já fui "juntada" duas vezes e tou solteira há sete anos, já me mudei onze vezes na vida e hoje moro com meus pais de novo (e vira e mexe me sinto com 14 anos de idade porque perguntam "vai sair?" mesmo que sair seja ir no sacolão aqui ao lado). Não tenho preconceito NENHUM com NADA (e se você duvida ou acha isso porque me conhece da internet, digo pra me conhecer pessoalmente) mas também detesto qualquer tipo de radicalismo - ditadura e anarquia não servem pra porra nenhuma e sou contra ambos, por exemplo. Falo palavrão pra caralho quando estou à vontade e/ou com sentimentos mais fortes, mas sou uma lady em âmbitos profissionais e mesmo pessoais, caso seja necessário e/ou demonstre respeito e carinho.

Quer saber o quanto calço, visto, do que gosto? Me pergunte. Eu respondo tudo, não escondo nada que seja MEU. Isso significa que o Secret, pra mim, é apenas um app para diversão ou desabafo até, mas nada em níveis *sou-assim-mas-ninguém-sabe-e-quero-gritar-pro-mundo*, não. A proibição dele no Brasil me soa como preguiça absoluta da Justiça em lutar contra o que há de errado, como difamação ou injúria (e, por favor, não me venham usando "bullying" porque o Brasil ainda está em 1994 dos EUA, ok?), o que daria muito, muito mais trabalho. Enquanto o Secret funciona ainda (restam 9 dias segundo essa decisão, enquanto ela valer), comentarei o que quiser, denunciarei o que deve ser denunciado e continuarei tendo publicado UM "segredo". Aliás, foram três - e quem for inteligente o suficiente, além de amigo meu no facebook e usuário do app em questão, vai saber assim que ler este texto.

12 de agosto de 2014

Preconceitos estão mais "in" do que nunca na moda

Preconceitos andam tão in que até pessoas que sofrem alguns e lutam contra preconceitos são preconceituosas em outros "campos de atuação". Preconceitos contra religiões, então, estão muito en vogue, e isso me deixa ainda mais preocupada e emputecida...
Essa matéria saiu por O Globo ontem e mostra que a internet tem sido o grande veículo de liberdade para a humanidade, sim, mas é tanta liberdade que há quem se aproveite disso para fazer o mal, incitar o ódio ou  provocar discórdia entre o máximo de pessoas possível.

Imagem de vídeo que mostra pastor exorcizando pessoa
que frequentaria terreiros de candomblé
Um dos trechos da matéria acima diz que "Uma busca rápida no YouTube indica as proporções do problema. A combinação dos termos “candomblé” e “demônio” resulta em 7.290 ocorrências. “Umbanda” e “Lúcifer”, em 4.610. Já a expressão “Ex-pai de santo” está associada a 13.600 vídeos da plataforma. Além de rituais de exorcismo, o material encontrado na web mostra um festival de ofensas às religiões de matriz africana, associadas erroneamente ao demônio".

O Espiritismo, chamado de Kardecismo por vários, é a minha religião. Já sofri (e sofro ainda) preconceito, mas ainda ouvi o seguinte absurdo: "ah, ao menos essa 'categoria' de vocês só acredita em espírito e reencarnação e não nesses demônios". E tive que ficar quieta, nem pude bater na contestar a pessoa que me disse isso. Em compensação, conheci uma pessoa que é Batista e estudou todas as religiões possíveis antes de escolher aquela na qual mais acreditava e, mesmo escolhendo esta, respeita a todos - pessoas boas e esclarecidas ainda existem, minha gente.

A matéria de domingo no Globo já demonstrava o quão violento esse preconceito pode ser, mostrando que "De janeiro a 11 de julho deste ano, eles foram vítimas em 22 das 53 denúncias de intolerância religiosa recebidas pelo Disque 100, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, segundo levantamento feito a pedido do GLOBO". Há também quem não considere Umbanda e Candomblé religiões, como o Sr. Juiz da 17a vara de Fazenda Federal do RJ, Eugênio Rosa de Araújo citou em sua sentença (e se arrependeu depois, ao menos  conforme declarou), instaurando, assim, uma "permissão" ao preconceito contra estas religiões, já que é autoridade em sua área e isso é péssimo, mesmo que sem violência física.


Devoção atacada: na imagem, adepta da umbanda acende vela em reverância a orixás. Culto às entidades africanas é associado ao demônio em vídeos na web
Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo
Foto: Domingos Peixoto/Agência O Globo
O fato é que preconceitos nunca saem de moda e hoje estão apenas aparecendo mais, devido à tecnologia e à velocidade que a informação corre dentre nós; e são vários deles, como contra gordas (beijo de quem ganhou quase 40kg de volta com o tratamento, até agora), gays, lésbicas e bissexuais ou apenas você ser do sexo feminino, por exemplo. Mas deixemos estes para outro dia, que já me revoltei demais com esse sobre o qual escrevi...


PS: A matéria da Carta Capital sobre o assunto saiu hoje, falando sobre o incêndio criminoso no terreiro de candomblé Kwe Cejá Gbé – A Casa do Criador – da mãe de santo Conceição d’Lissá, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ocorrido em 26 de junho e denunciado.

5 de agosto de 2014

I'm back, baby!

Foram dois anos sem postar nada aqui - vir eu vinha, mas nem tinha ânimo pra escrever... Mas agora voltei, enfim. Espero que sem esmorecer novamente!

E para recomeçar, decidi que a CdKct vai continuar denunciando aquilo que tem que ser denunciado (como fiz neste post de quatro anos atrás, por exemplo), mesmo que a origem do erro seja... o próprio povo.

Esta foto foi tirada no metrô, na Linha 2, num horário por volta das 9h da manhã (ou seja, com o metrô menos cheio, não-lotadão).

Observem as duas moçoilas muito conscientes. Além da senhora indicada na foto, havia pelo menos dois senhores que devem ter mais de 60 anos... Esse comportamento tem sido mais comum do que gostaríamos e em todos os lugares, infelizmente. Eu, pessoalmente, não aguento ficar quieta e sempre falo alguma coisa - mando no mínimo uma frase sarcástica e gentil e, se for um caso mais extremo, parto pra ignorância - mas o sonífero destes assentos preferenciais, que só atua em quem não tem o direito a eles, parece ser mais forte...

Sempre que necessário eu vou postar fotos e/ou vídeos de atitudes erradas ou qualquer coisa "denunciável" que eu registre aqui no Rio. Adoraria nunca mais precisar presenciar nada disso, mas acredito que ainda serei testemunha... Caso você queira denunciar qualquer coisa desse tipo, em qualquer lugar do mundo, manda pro e-mail acasadocacete@gmail.com e informa se quer ser identificado/a ou não.

Enfim, estamos aí, estamos de volta. Espero que seja bom pra todos!

13 de junho de 2012

Revoltada, sim. E com razão.

Hoje, como em quase todos os dias em que tenho estado parada, assisti ao Jornal Hoje. Uma matéria em particular me deixou meio chocada, meio revoltada, totalmente indignada: essa aqui, que fala sobre erros de Português em entrevistas de emprego. Por que chocada, revoltada, indignada? Simples: porque as empresas hoje não querem pagar aos profissionais o quanto merecem, simples assim. E também porque vi cada coisa ali que realmente não dá pra acreditar.

Eu sou uma ótima profissional na minha área - e digo sem a menor falsa modéstia, seria ridículo - e estou à procura de emprego. Nas últimas entrevistas que fiz, estava qualificada demais (detalhe: uma delas, em termos salariais, me dava a mesma coisa líquida, entre benefícios e salário) ou o salário estava "abaixo do seu padrão e você vai sair logo (sic)". Tá, entendo quando alguém super qualificado deixe a empresa insegura quanto à sua permanência por causa do salário ou de um cargo muito abaixo do que esta pessoa já ocupou. Mas há limites, gente. Se eu digo que estou ok, que supre minha necessidade, se eu EXPLICO que o salário + benefícios se iguala ou supera o meu salário anterior, não há porque a empresa não me querer nela. Do outro lado: vagas para as quais estou perfeitamente qualificada, mas não preencho os requisitos como superior completo. Sim, porque faz a diferença ter um superior completo e ter um incompleto por absoluta falta de tempo, na melhor faculdade da sua área no seu estado. É.

Isso me enche muito o saco, essa burocracia, essa formatação das coisas. É burra, é ineficaz. Mas o Brasil, que 25, 30 anos depois resolveu seguir a "onda" do politicamente-correto de merda dos EUA, pensa assim. É, é coerente. Bem feito pra mim.

25 de maio de 2012

Ausência (não) sentida

Isso aqui anda abandonado, né? Falta de tempo. E de tesão também... Mas isso a gente arruma, nem que seja à base de hormônios. Vou voltar, isso aqui vai mudar e pá. Afinal, minha terapia tem que voltar.

22 de novembro de 2011

Eu ia

Eu ia escrever sobre o uso do Português correto, comentar o post do Gravataí Merengue, depois falar da preguiça que assola a juventude (e muitos adultos) de hoje... Aí desisti porque tá um calor da porra e não consigo nem pensar direito.

Eu volto. Falando sobre outra coisa, provavelmente, mas volto. Deixa eu fazer meus 34 anos, deve ser isso.

9 de novembro de 2011

Velha é o cacete.

Faltam apenas 28 dias pro meu aniversário. Faço 34 anos. E essa coisa do segundo dígito ultrapassar o primeiro, após os 30, tá me matando.

Sei lá, só sei que tá pesando bagaray esse ano. Não senti nada quando passei aos 30, até agora só venho curtindo (e continuo, podem ter certeza), a saúde anda melhor que em alguns dos 2.qualquercoisa... Mas tou meio que freaking out com esse aniversário.

É por isso que vou comemorar que nem uma louca.

24 de outubro de 2011

Censura, radicalismo e caça às bruxas: sim, o ano é 2011.

É triste que o motivo de voltar à Casa seja este, mas não tá dando pra não falar. Não sei se sempre foi assim e, com as mídias sociais, agora estamos sabendo quantos babacas o mundo tem, ou se o povo realmente tá imitando os EUA há 25, 20 anos, naquela onde imbecil de politically correct. O que sei é que anda insuportável e inadmissível o tanto de gente preconceituosa e square-minded (cara, só em inglês tem o peso certo) aparecendo por aí.

É claro que, hoje, qualquer um é lido numa rede social e pode ser repetido por imbecis que queiram aparecer - porque estes sempre existiram - mas o tanto de destaque que vem sendo dado aos retardados preconceituosos em todos os veículos de mídia realmente é algo preocupante. Projetos de lei que vetam qualquer liberdade de expressão online, retaliação à gays, a população de um bairro "nobre" (entre aspas mesmo, porque achava Higienópolis UMA MERDA quando morei em Sampa) vetando o metrô... E, do outro lado, um policial acusando um Ministro, tendo destaque nacional ABSOLUTO e prova nenhuma. Não sou petista, odeio política (atualmente) e não tou a fim de entrar nesse mérito, mas... PORRA! Ou o mundo anda muito louco ou eu nunca fui sã.

Não se pode mais fazer piada de porra nenhuma (boa ou ruim, piada é livre desde que eu comecei a entender, ao menos) que se leva um processo (de um feto, UM FETO!). Você não pode mais dizer que alguém é gordo, magro, alto, baixo, sem pescoço ou pescoçudo, que se arrisca a ter um B.O. contra você. O Padre Marcelo não gosta de gatos. Mulheres de 30+ solteiras são desesperadas por casar e comprar. E assim vai, porque a vida é isso (segundo esse povinho de merda que anda por aí): tudo é ou não é, não há meio termo e, caso você discorde, prepare-se: você vai ser execrado publicamente, processado e criticado até não poder mais aguentar e resolver sumir.

Triste demais esse mundo. Claro que não quero ir embora tão cedo, mas juro que penso em montar uma comunidade new-hippie pra ver se gente com opinião, livre de preconceitos e aberta a novas ideias passa a viver em paz. Mesmo que isolada desta merda que esse mundo anda.