18 de outubro de 2007

Não tem tu, vai tu mesmo.

Tentei lembrar da história o dia todo. Não consegui. Mas as minhas histórias de mico são vááárias, babes, então resolvi contar outra que é boa. Não tão boa quanto a que lembrei na hora, apesar de não lembrar qual era. Enfim.

(confesso que tou refazendo o caminho de hoje cedo pela enésima vez, pra tentar lembrar... é, nada ainda. Mas lembrei de outra ótima, então...)

Estávamos eu, brother e papai lavando o carro, que era bem novinho na época. Lá se vão uns 10 anos... Eu fiquei incumbida de limpar a parte interna com o aspirador, enquanto ele e meu irmão lavavam a carroceria e ajeitavam tudo por fora.

Depois de mais de uma hora ali, naquele aspira-remexe-espirra-aspira-assoanariz, confesso que o tédio (e a cretinice, claro) já tomava conta de mim, então liguei o rádio. "Abaixa isso, Aline, assim fica surda de vez", grita papai com toda sua delicadeza que lhe é peculiar, e eu obedeci. Eu já tinha terminado a minha parte e resolvi, inocentemente, perguntar o que mais poderia fazer pra ajudar (sempre tããão prestativa, oh!), e foi quando me deram um vidrinho com um líquido meio olesoso dentro e disseram que era pra eu passar, com uma estopa, em todas as partes que fossem de couro e/ou pretas, de plástico - "mas só se estiver tudo BEM LIMPO, senão fica uma merd@", vocês já imaginam quem avisou. Ok, vamos passar o "brilho" nas partes pretas...

Comecei pelas portas, fui pro banco de trás, voltei pro banco do motorista, passei no painel todo, "prontocabêêêiiiii". "Brigada, filhinha (ele sempre me chama assim, até hoje), tá ótimo", papai disse com a cabeça enfiada dentro do capô do carro. Gostei e fiquei ali, sentadinha e quietinha no banco do motorista, assistindo ele limpar tudo ali dentro, enquanto ouvia rádio.

"Mas a vida... a vida é uma caixinha de surpresas"... E então veio aquela vontade incontrolável, assim, uma coisa louca mesmo, sem raciocínio que pudesse afastar, e eu apertei a buzina do carro, com toda a força, sem pestanejar. A cabeça do meu pai parecia ter soltado do corpo, como um foguete disparado pela Nasa, de tão rápido que foi parar no capô (pelo lado de dentro). Depois de 345.769.512 palavrões, ele perguntou o que me deu na cabeça. Mas eu só conseguia rir, ou melhor, chorar de tanto rir com a cena que tinha acabado de presenciar (ou dirigir, acho mais apropriado). Assim, tipo eu estou fazendo agora, lembrando de tudo.

É, eu sou cretina, de vez em sempre. Tem outras, mas essa também me fez chorar de rir aqui, apesar de ainda não saber qual foi a outra...

12 comentários:

Fernando Cury disse...

hahahah

História master, essa...

Inclusive, eu e um amigo que é quase da família fizemos o mesmo com minha mãe que é uma criatura delicada tal como um pétala (já diria o meu velho). Ela xingou todos os palavrões que sabe (e são muitos), e em todas as linguas tbm. Mto bom! lembrei na hora em que estava lendo seu post.

um bjo e obrigado tbm pela visita, volte sempre! é muito bem vinda... rs

Elise disse...

HAHAHAHAHAHAHAHAHA

Ril disse...

tô bolando de rir aqui imaginando o pobre do teu pai!hahahhaha

eu sempre digo, nunca deixem crianças sozinhas no carro!

qnd eu tinha uns 5 anos fiquei brincando na direção do opala verde do meu pai.Adivinha o q eu descobri?o ascendedor de cigarros!
adivinha quem queimou a língua?

beijocas

Ingrith disse...

Aline, isso é sacanagem! Eu tô no trabalho, não posso ficar rindo, não! Daqui a pouco me mandam embora ai quero ver do que vou viver!

Tô me segurando aqui pra não rir...

Não consigo terminar de comentar... deixa que de noite eu faço as considerações sobre seu pai! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Ro disse...

Menina má! Ai, ai, ai!

Cinthya Rachel disse...

tadinho de papai!

Aline T. H. disse...

=D

Ril, só pra constar: eu já era adulta, com 19 anos, hehehehahahaha. Mas a criança interior sempre se apresenta! E vc, hein, menina mais levada!

Rô, má não, só meio doida, =D

Fernando, vcs tb são tristes, rs.

Elise, bem o tipo de história q vc ama, né? Somos pérfidas, baby.

Ingrith, segura a onda ae, darling! =D

Cin, depois fiquei com pena. Mas foi hilário!!!

Beijos!

Carol Costa disse...

Hahahahahahahahahahahaha... Eu mandava a Cuca E o Boi da Cara Preta no seu quarto, de uma só vez!

Drica disse...

ahhhahahaha...adorei a história, mto boa...morri d rir...fiquei imaginando a cara do teu pai e o susto q ele levou....e "a vida é uma caixinha de surpresas"...é daquela dupla q faz uma história mto tri.... adorei! parabens pelo blog e pelo modo tão legal como vc escreve! bjao!

1worklover disse...

Sorte sua q vc é menina. Se eu tivesse feito isso com meu pai, não estaria aqui para contar histórias, rs. beijo

Fênix disse...

eu deixei passar essa? nao acredito?
menina má, muito má! rsss (nós duas)

Aline T. H. disse...

Carol, eu já tinha 19 aninhos, acho que uma semana sem carro ia ser mais eficaz, hahahaha.

Drica, brigada! Volte sempre, viu?

WL, sabe que eu achei q vc fosse mencionar algo assim? Você sabe q eu sou fã das histórias do seu pai, rs. Beijoca.

F~enix, vc deve ter aprontado dessas também, se eu te conheço...

Beijocas!