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Mostrando postagens de Novembro, 2008

Só abobrinha

Um dos sintomas de que meu bad mood está passando é que tenho vontade de escrever de novo: falar, escrever, me comunicar com o mundo. Eu fico meio muda quando fico triste (meu irmão discordaria, ele diz que eu não fico muda nunca) e completamente sem-graça nenhuma. Não que eu tenha alguma graça normalmente, anyway.

E sobre o que se escreve quando se tem vontade? Não sei, pode ser sobre o churrasco maravilhoso que comi hoje com pai e mãe (e até agora não digeriu direito, socorromechamemo192), pode ser sobre ter ido trabalhar hoje (mesmo que na rua, mas trabalhar) e ter de trabalhar amanhã, pode ser sobre bananas-passa com chocolate que ganhei ainda agora de irmão e cunha, pode ser sobre o tempo tão ruim que anda por aqui, pode ser sobre faltar uma semana e dez minutos pro meu aniversário (31, meu Deus, 31!), pode ser sobre a minha habilidade sagaz de falar merda, pode ser sobre o show do Queen que está acontecendo right now e eu não fui... Pode ser sobre um milhão de coisas. A questão n…

Be back soon

Eu escrevi um post inteiro de desabafo e apaguei. Mentira, eu guardei, mas só pra mim, porque desabafei já e me serviu. De nada ia adiantar postar aqui e deixar pessoas preocupadas ou tristes. Cansei e o desabafo foi o começo.

Estarei de volta, eu mesma, em pouco tempo. Pouquíssimo.

Did you exchange a walk on part in the war for a lead role in a cage?

Pior do que chorar é não conseguir sorrir.
Pior do que sofrer é não conseguir ser feliz.
Pior do que ter fome é não conseguir comer.
Pior do que querer e não conseguir é simplesmente não querer.
Pior do que sentir dor é não sentir nada.
Pior do que ser surda é não ouvir o que se escuta.
Pior do que ser cega é não enxergar o que se vê.
Pior do que não ter chance é desperdiçar a chance que se tem.
Pior do que ser burra é não usar a inteligência.
Pior do que não poder andar é não saber andar.
Pior do que ser incapaz é ser capaz e não fazer.
Pior do que reclamar é admitir e calar.
Pior do que não ter escrúpulos é não usar os que se tem.
Pior do que não beijar é beijar e não estar ali.
Pior do que sentir frio é não saber qual a temperatura ali.
Pior do que ser complicado é não ser.
Pior do que odiar é não saber mais amar.

De novo, esta merda deste lugar

Meu primeiro post depois da viagem seria sobre Porto Alegre, suas coisas, seus sabores, seus cheiros, seus lugares e suas pessoas. Mas o Rio de Janeiro faz questão de estar presente na minha vida da pior maneira possível e me fazer odiá-lo cada segundo mais. A tudo e a todos.

Resumindo, que não tou a fim de prosódia: mãe foi assaltada quarta-feira passada, quando voltava do aeroporto, depois de me deixar. Com direito a sub-metralhadora na cara. Não levaram Baraquísio de novo porque Deus não quis, deve ser. Mas levaram tudo dela, ameaçaram. Minha mãezinha, a coisa mais linda deste mundo. E agora os filhos duma puta rampeira ficam ligando pra todos os números do celular dela - claro, a MERDA da Vivo não bloqueia o aparelho. Enfim, espero que o Rio fique só com as putas e os bandidos e seja implodido, logo depois que eu sair daqui e levar a família comigo.

Depois me perguntam porque eu gostei de Porto Alegre.

Depois, depois...

Quando eu voltar de viagem, prometo que divido com quem lê essas minhas insanidades as minhas impressões daqui. Prometo! Até conto que tropecei em todas as pedras de granito das calçadas daqui do Centro, achei engraçada a mania das mulheres chamarem as outras de flor e que me diverti muuuuuuuito. Eu conto.

Mas neste exato momento, eu estou aqui torcendo que apareça um duende qualquer e me diga que eu tenho um desejo, só um, e que não posso voltar atrás depois que o fizer... Onde andam estes duendes, quando mais precisamos deles?!

PoA é tri.

O mestre Cartola

Quando eu ouço Cartola, não consigo me furtar de pensar. Muito. Primeiro, como um homem quase analfabeto pôde escrever cada coisa linda daquelas - e nem tou pensando aqui nas mais românticas, mas numa das minhas favoritas - e, imediatamente depois, como qualquer pessoa consegue colocar tantas coisas no papel e ainda musicar tão bem. Porque se fosse só a parte instrumental, eu já amaria, mas ele ainda colocou letras maravilhosas, pra completar. Ou ao contrário, não é, porque se musica um poema e não o inverso.

Mas enfim, Cartola. Carioca, favelado, sambista e poeta, dono de um sorriso tão aberto que contagia. Cada vez que ele canta (ou alguém que saiba cantá-lo o faz), eu fecho os olhos - mas nem canto junto, porque acho sacrilégio. Ouço e calo. Já chorei e já sorri também, mas sempre calada. Porque há de se respeitar um cara que chegou da noitada e fez isto aqui pra mulher que não quis deixá-lo entrar em casa... Respeito, minha gente. Ele merece.

"Ainda é cedo amor, mal começaste a…

Não-explicação

Eu ia escrever aqui esclarecendo algumas coisas, definindo o significado de algumas palavras e fazendo mil elocubrações sobre a vida, as pessoas e suas mentes. Eu ia. Porque isso aqui continua sendo a minha Casa e basta eu saber porque, como, quando, onde e o quê eu escrevo. Assim sendo, não vou explicar nada, não.

E bom domingo pra vocês!

I'm a duck and I like it!

"Álcool é bom pra escrever", assim você acaba de me dizer. Sim, é mesmo: me liberta de certas amarras que a idade (e a maldita sociedade decadente e cheia de não-me-toques) trouxe pra dentro de mim. Eu escrevo, sim, até porque adoro desafios - se era uma ordem, considere-me uma subversiva às tuas leis, como sou na maioria dos casos aos quais tentam me submeter de alguma forma. E é claro que eu desobedeço só pra provocar.

Lá fora troveja forte e chove mais forte ainda, e sinceramente (eu já disse que o álcool me deixa sincera, não?) só pensei em ter você por aqui pra poder te beijar até perder o fôlego, debaixo da chuva fria e torrencial que cai, até que não mais pudesse e te trouxesse pra dentro de algum lugar onde só a gente pudesse estar. Primeiro pra rir, gargalhar um da cara do outro, ver como estamos engraçados com a roupa molhada de chuva e o cabelo esquisito. Depois, pra esquecer que há o tal mundo lá fora e aproveitarmos como melhor quiséssemos... Sabe você como, porq…

Mais uma campanha animada!

Não deletei o post abaixo por respeito e carinho à Doutora Bridget. Mas risquei tudinho.

*Em nome da campanha "XÔ, OLHO GORDO!", que inauguro agora. Porque eu sou feliz e foda-se quem se chateie com isto!"

Palavras do dia

Normalmente, temos mania de resumirmos o que estamos sentindo em uma só palavra. Infelizmente (sim, infelizmente) não dá pra ser assim hoje, tem coisa demais aqui dentro de mim, tanta coisa ruim que as boas - tem coisas boas, ao menos eu acho assim - estão até meio apagadas e meio desacreditadas.

Eu odeio levar esporro. Odeio. Bem dado, então, cheio de razões, justificativas e que diga "poxa, você tava com 10 e agora..." então, me matam. Matam mesmo, de verdade, fazem muitos milhares de neurônios morrerem e um pedaço de cada partezinha de mim também. O esporro não é só pra mim (ao menos não sou eu quem o mereço inteiro), mas eu carrego o mundo nas minhas costas em tudo que vivo e que faço, principalmente quando o assunto é trabalho - daí o peso ser ainda maior. E eu levei um esporro que me fez chorar. Chorar mesmo, coisa que não faço quase, não hoje em dia. Eu chorei e tive que engolir e não pude nem deixar transparecer a voz ao telefone - que merda de profissional sou eu, af…

Desculpa pra mim mesma

Eu juro que estava escrevendo sobre trabalho, problemas no trabalho e vomitando um bocado de coisa aqui. Estava mesmo. Mas subitamente me dei conta que a minha Casa não é lugar pra isto, não, é pra chorar minhas mágoas e desfiar meu rosário de alegrias que eu queira. E nunca trouxe trabalho pra minha casa, não vai ser pra Casa que vou trazer. Assim sendo, apaguei a merda toda que tinha escrito e estou aqui, dando uma explicação pra quem quer que seja que leia essa desculpinha esfarrapada pra não ter escrito nada de útil (ou, ao menos, que possa ser lido com algum interesse bizarro) hoje.

E, sim, estou de mau humor. E azeda. E com cara de cu com câimbra. Amanhã veremos se sai alguma coisa prestável - se eu estiver viva e saudável até lá.

Eu era feliz e não sabia (ou será que ainda dá tempo?)

Em alguns dias, desejo acordar com dezessete anos de novo - e nem é pelo colágeno abundante que continha naquela época, porque se fosse este o motivo, desejaria ter dezessete anos todo santo dia - e não conhecer tanto, não pensar tanto, apenas sentir. Tudo bem, aos dezessete eu era ridiculamente inocente e altamente idiota (e quem não o é?), além de particularmente estranha. Mas sentia, acima de tudo: achava que o importante na vida era sentir e fazer o que fosse necessário pra deixar que os sentimentos fossem livres e completos, não importando qualquer tipo de tristeza ou decepção que pudesse surgir como conseqüência.

Inteligente eu já era aos dezessete, mas o tipo de inteligência que habitava minha cabecinha naquela época era muito mais objetiva e racional; a emocional, a tal que julgamos adquirir com a idade e com as experiências que passamos, veio depois, bem depois. Era uma menina inteligente que se apaixonava a cada dia, uma nerd que suspirava, o patinho feio que sonhava em ser c…

Tudo na vida se compara à paixão

Me chamem de fria, de egoísta, ou do que quiserem: o fato é quero meu canto, só meu. Podem me chamar de loner também, I don't care. O fato é que eu preciso de espaço como quem precisa de ar pra viver - mesmo que eu divida esse meu espaço com alguém(ns) ou seja obrigada a estar sozinha para ter algo meu e só meu.

Uma coisa é dividir um espaço seu com alguém que você queira (e, por favor, pensemos de forma geral e não estritamente sexual-amorosa) mas ter aquele lugarzinho só seu: um cantinho de parede, a rede na varanda, uma cadeira de praia no quintal ou mesmo aquele sofá feio mas que já tem até o formato do seu corpo deitado nele, com a cabeça num dos braços. Outra coisa bem diferente é dividir um espaço onde você não se identifica com praticamente nada que há ali, onde ama a todos que estão com você mas sabe que nem esse amor pode resistir à sensação de presa-na-gaiola que você sente ali dentro. Sou meio bicho com essa coisa de espaço - diria que sou como uma gata, nesse ponto: ad…
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Cantemos em comemoração, já que o Glock f.d.p. não ajudou muito em outras hoje.

Semântica

"Saudade:Sentimento mais ou menos melancólico de ausência, ligado pela memória à situações de privação da presença de alguém ou de algo, de afastamento de um lugar ou de uma coisa, ou à ausência de certas experiências e determinados prazeres já vividos e considerados pela pessoa em causa como um bem desejável".

Esta é uma das definições de saudade, e todas elas vêm ligadas à melancolia. Eu discordo. Ou até admito que exista melancolia na saudade, mas não acho que ela seja o ponto principal - ao menos espero que não, porque a saudade que eu sinto nunca é melancólica. E não gosto de ser causa de melancolia a alguém, prefiro ser causa de risos, até mesmo piadas.

Gostando ou não do aspecto melancolia, tenho que confessar que gostei das saudades. Muito.

"The famous saudade of the Portuguese is a vague and constant desire for something that does not and probably cannot exist, for something other than the present, a turning towards the past or towards the future; not an active di…