A carta de amor que faltava

Oi, meu amor,

Há quanto tempo eu não sentia o que voltei a sentir hoje - bem, a apatia era causada pela bolinha que tava aqui na cachola e foi-se junto com ela - e muito menos pensava em escrever pra você, né? Nunca nos abrimos sobre isso. Então. Mas hoje voltou tudo, com toda a intensidade, você nem imagina o quanto - ou sabe o quanto, eu realmente não sei dizer...

Depois da noite passada, tão maravilhosa (em sonho, sim, mas eu sei que sinto o gosto da tua boca, o cafuné que você faz e o calor dos nossos corpos juntinhos, agarrados), eu realmente tou parecendo uma adolescente de novo: tendo taquicardia só de lembrar dos beijos sonhados, lembrando de tudo que vivemos no passado (ver o dia nascer será sempre o que mais me fará lembrar de ti) e apreensiva por achar que tudo possa estar acontecendo hoje porque você precisa de ajuda, de alguma forma. Você sabe qual é a minha crença, então entende o porquê da preocupação... Só espero que nada de ruim, nem mesmo uma topada numa porta, aconteça contigo, nunca. E se precisar de qualquer coisa, grita por mim.

Porque quando o amor é sublime, total e absoluto, ele é assim: a gente se coloca no lugar de quem ama caso haja apenas a possibilidade de qualquer coisa ruim, por mais boba que seja, acontecer; a gente ama tanto que não quer que a pessoa saiba se estivermos tristes demais, precisando de colo mesmo, para não preocupar a quem amamos.

Eu te amo tanto, para sempre, que quero muito que você seja muito, muito, muito feliz. Quero tanto que fico aqui, calada, te amando e torcendo para que dê tudo certo pra você e pra felizarda que ganhar o seu amor, para que você seja o homem mais feliz do mundo - te amo tanto que, mesmo não sendo eu essa felizarda, ficarei feliz mesmo assim.

Seja feliz, baby boy. A gente se encontra na próxima também ;-) Amo você.

*Pra ouvir enquanto se lê: Relicário, Nando Reis & Cássia Eller - Luau MTV



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