Acabou. Boa sorte!

Em pleno 2020, em plena pandemia, em um momento onde a maioria está passando por uma mudança radical em suas vidas, resolvi voltar aqui e sacudir os tapetes, limpar os móveis e ver como estava essa Casa. "Vamos lá, Aline, quem sabe lá você consegue dizer tudo que não sai mais da tua boca nem dos teus dedos pra ninguém diretamente!", me disse a cabeçorra oca aqui.

Quando fui falar com a dona, descobri que em 2016, resolveram usar o nome Casa do Cacete* sem fazer uma pesquisa - ou fizeram e simplesmente cagaram solenemente pra minha Casa - e simplesmente encerrarei uma lugar que existe neste endereço desde Março de 2005. Assim, como se fosse um casamento por interesse, como se fôssemos casados por questões imigratórias e, após quinze anos, o blog tivesse conseguido o Green Card e me dado um belo pé na bunda sem nem me dizer obrigada.

Foram anos falando da minha vida, de política, amor, sexo, felicidade, tristeza, educação, tudo. Quando fui selecionar a foto pra colocar aqui, por exemplo, pude encontrar algumas que nem tinha mais nos meus arquivos pessoais, no meu note, que se perderam ao longo do tempo, conforme a vida, essa mãe que não passa a mão na cabeça mas nos abraça como poucas, foi me criando. Não é à toa que meus melhores amigos vieram dessa Casa 💜

Não vou encerrar e fechar nada, vou simplesmente mudar o nome daqui - ainda não sei para qual - e mudar o lugar. Se alguém tiver uma ideia, aceito de bom grado. Mas que meu nome e minha ideia são MEUS e SÓ MEUS, de mais de quinze anos, isso NINGUÉM pode negar.

Beijos, obrigada a cada um de vocês por tudo e até.




*Não vou passar quem foi. Vocês acharão, se quiserem.

Fácil não é

Há pouco tempo, eu li algo que realmente tenho usado e se aplica bem na minha vida: "Todo mundo vê as pingas que bebo, mas não vêem os tombos que levo." Isso serve pra toda e qualquer dificuldade que se passe na vida. Na minha vida, cai como uma luva.

Minha cirurgia foi um sucesso, graças aos meus médicos, às preces e orações, a Deus. Olhando pra mim, não dá pra dizer que eu tenho câncer cerebral sob controle. Sim, porque eu tenho, mas controlado sempre e lá, quietinho - que fique assim até eu ficar toda murchinha! - mas eu tenho doença crônica. Só que ela não é visível... E eu também não sou muito "eeeeeeiiiii, eu fiquei boa mas ainda tá aqui, viu? Me ameeemmmm!", então a maioria acha que eu tou 110%, que tou ótima, que não tenho dor na lombar, que não troco palavras nem esqueço, que conseguiria emagrecer mas ando comendo meio mundo mesmo... E eu imagino que seja assim com várias pessoas doentes, desde que suas doenças não sejam visíveis.

A verdade é que muitos julgam quem está parado como encostado, relaxado, dizem que não estão nem aí e são aproveitadores. Enquanto isso, a pessoa "parada", encostada, passa o dia ansiosa pensando em como ajudar seu lar como fazia, como pode ser útil mesmo estando impedida de fazer quase tudo ou como não consegue perder um grama. A pessoa que quer fazer exercícios, sai pra caminhada e volta com enxaqueca por dois dias, porque não pode sentir calor. E passa a ser a pessoa chata, tentando ajudar. E quando é doce, passa a ser melada. E toma fora (como toma!), e ainda entende cada fora que toma, porque sabe que a pessoa que ama está passando por uma dificuldade e é POR SUA CAUSA. Assim, a pessoa se sente um fardo, um peso morto, que só faz os outros gastarem dinheiro com ela, enquanto ela come e dorme, sem contribuir, porque simplesmente não tem como fazer nada sobre isso agora. E chora, e sente, e deprime. E quem não é muito negativa, como eu, ainda mascara isso, parece ser ainda mais acomodada, conformada e cagando pra família... Eu nunca ouvi, mas já senti muito isso. E dói, viu, dói muito. E a vontade é sumir no mundo pra não causar mais problema pra ninguém.

Mas a dor passa (ou ao menos é amenizada) porque sempre tem uma, duas pessoas na vida da gente que só trazem amor e luz, te entendem perfeitamente, ajudam e dão forças. Eu tenho, graças a Deus. E essas quedas só fortalecem a gente - é cliché, sim, mas é verdade, queiram ou não queiram - pra seguir em frente e encarar qualquer coisa que venha.

(mas que venha logo, Pai do Céu, por favor!)

Festa de criança, gripe e alergias

Desde 2ª feira que tô meio gripada pra caralho, não sei se por causa da vacina, se porque engasguei com a pontinha da batata frita ou se peguei mesmo da minha mãe. Mas ontem teve festa de criança e aí ferrou tudo... Esquisito? Nem tanto:

A festa foi ótima, maravilhosa, tudo delicioso e a casa de festas tem diversão até pros adultos - sério, um Kabum-mirim MARA onde ri muito, um simulador de montanha russa tão real que tive que abandonar (e adeus pras de verdade, já senti isso) e vários outros simuladores ótimos. Teve criança à beça se divertindo, teve adulto também. Teve parabéns, teve docinho - e aí que deve ter sido a parada, bolo com chocolate e eu comi 1/3 de um brigadeiro pequeno. ISSO MESMO, caro internauta perdido na Casa, UM TERÇO de um brigadeiro pequeno. O pedaço transparente de bolo (porque gordo sempre ganha os mais finos, os garçons acham que vão ajudar na dieta com isso, só pode) e o pedacinho de brigadeiro deviam ser de achocolatado... Porque foi só chegar em casa que já tava ficando de cara inchada.

Ou seja: rolou cortisona, suei feito uma vaca a noite toda e tô sem alergia, sim, mas rezando pros efeitos colaterais ficarem deboinha. Oremos.

By the way...

Escrevi pouco entre 2014 e hoje, mas escrevi. Tá lá na tentativa de outro endereço...
Beaj!


Voltando ao começo

Olar. Como vão tuzes? Espero que bem.

Não, não desaprendi Português, apesar de ter a cabeça literalmente meio oca hoje em dia... Se você não sabe do que se trata, desculpa, mas aqui a porra é toda minha e quem manda sou eu 😎

A Casa ficou meio vazia, meio suja, meio sem movimento, mas não foi nem vendida, nem emprestada, muito menos largada. Vamovê como me saio, já que tô mei enferrujada...




Considerações quanto aos eleitores no Brasil

Repito minha publicação do Facebook aqui, para que todos possam ler:

Burguesa, patricinha, metidinha e hipócrita. Segundo consta pelos petistas, eu me enquadro nesse perfil, já que não votei na Dilma.


Esquerda-Caviar, comunista, vagabunda, obcecada. Segundo consta pelos tucanos, eu sou destas, já que não votei no Aécio.

Dizendo que votei na Marina, seria considerada pelos dois eleitores acima descritos como: em cima do muro, irresponsável, vai-com-as-outras e ignorante na política, já que a terceira figura maior é vista como uma daquelas baratas francesinhas: nem é tão grande, mas aguarde num futuro próximo o mal que vai causar caso você não cuide disso agora...

Votei em Eduardo Jorge. Sim, votei. Votei no cara mais moderno, inteligente, razoável, comum, que não se julga um deus ou melhor do que ninguém por estar envolvido na política. Ainda com muito a desenvolver e aprender, sim, mas já demonstrando que o futuro pode ser MUITO melhor. Me xinguem, me chamem do que quiserem – mas, nesse caso, todos estarão cagando, já que o percentual é baixo demais, né não?

Só não coloquem rótulos nos outros, sejam razoáveis e inteligentes, por favor. Ou então eu mesma vou passar a usar a técnica de vocês, falar milhões de merdas, absurdos e impropérios a cada um que fale merda e dizer “ah, me deixe falar, tenho câncer no cérebro e tudo que é na cabeça cê sabe comé, a pessoa fica com problema” e não admitir que me critiquem.

Aqui, ainda digo: obviamente nem todos pensam assim. Mas o percentual é bem maior do que poderia ser considerado normal. E se é pra falar desse tipo de coisa, que seja generalizado, pra atingir a quem quer que se coloque no papel.

A carta de amor que faltava

Oi, meu amor,

Há quanto tempo eu não sentia o que voltei a sentir hoje - bem, a apatia era causada pela bolinha que tava aqui na cachola e foi-se junto com ela - e muito menos pensava em escrever pra você, né? Nunca nos abrimos sobre isso. Então. Mas hoje voltou tudo, com toda a intensidade, você nem imagina o quanto - ou sabe o quanto, eu realmente não sei dizer...

Depois da noite passada, tão maravilhosa (em sonho, sim, mas eu sei que sinto o gosto da tua boca, o cafuné que você faz e o calor dos nossos corpos juntinhos, agarrados), eu realmente tou parecendo uma adolescente de novo: tendo taquicardia só de lembrar dos beijos sonhados, lembrando de tudo que vivemos no passado (ver o dia nascer será sempre o que mais me fará lembrar de ti) e apreensiva por achar que tudo possa estar acontecendo hoje porque você precisa de ajuda, de alguma forma. Você sabe qual é a minha crença, então entende o porquê da preocupação... Só espero que nada de ruim, nem mesmo uma topada numa porta, aconteça contigo, nunca. E se precisar de qualquer coisa, grita por mim.

Porque quando o amor é sublime, total e absoluto, ele é assim: a gente se coloca no lugar de quem ama caso haja apenas a possibilidade de qualquer coisa ruim, por mais boba que seja, acontecer; a gente ama tanto que não quer que a pessoa saiba se estivermos tristes demais, precisando de colo mesmo, para não preocupar a quem amamos.

Eu te amo tanto, para sempre, que quero muito que você seja muito, muito, muito feliz. Quero tanto que fico aqui, calada, te amando e torcendo para que dê tudo certo pra você e pra felizarda que ganhar o seu amor, para que você seja o homem mais feliz do mundo - te amo tanto que, mesmo não sendo eu essa felizarda, ficarei feliz mesmo assim.

Seja feliz, baby boy. A gente se encontra na próxima também ;-) Amo você.

*Pra ouvir enquanto se lê: Relicário, Nando Reis & Cássia Eller - Luau MTV



Prazer, esta sou eu (ou porque o Secret é só diversão pra mim)

Sou Aline, tenho 36 anos, operei câncer cerebral em fevereiro, tou com 40kg a mais por conta de medicação (sendo que uns 15kg são inchaço, completamente weird look), sendo que sou alta e ser magrela nunca foi uma opção. Já fui "juntada" duas vezes e tou solteira há sete anos, já me mudei onze vezes na vida e hoje moro com meus pais de novo (e vira e mexe me sinto com 14 anos de idade porque perguntam "vai sair?" mesmo que sair seja ir no sacolão aqui ao lado). Não tenho preconceito NENHUM com NADA (e se você duvida ou acha isso porque me conhece da internet, digo pra me conhecer pessoalmente) mas também detesto qualquer tipo de radicalismo - ditadura e anarquia não servem pra porra nenhuma e sou contra ambos, por exemplo. Falo palavrão pra caralho quando estou à vontade e/ou com sentimentos mais fortes, mas sou uma lady em âmbitos profissionais e mesmo pessoais, caso seja necessário e/ou demonstre respeito e carinho.

Quer saber o quanto calço, visto, do que gosto? Me pergunte. Eu respondo tudo, não escondo nada que seja MEU. Isso significa que o Secret, pra mim, é apenas um app para diversão ou desabafo até, mas nada em níveis *sou-assim-mas-ninguém-sabe-e-quero-gritar-pro-mundo*, não. A proibição dele no Brasil me soa como preguiça absoluta da Justiça em lutar contra o que há de errado, como difamação ou injúria (e, por favor, não me venham usando "bullying" porque o Brasil ainda está em 1994 dos EUA, ok?), o que daria muito, muito mais trabalho. Enquanto o Secret funciona ainda (restam 9 dias segundo essa decisão, enquanto ela valer), comentarei o que quiser, denunciarei o que deve ser denunciado e continuarei tendo publicado UM "segredo". Aliás, foram três - e quem for inteligente o suficiente, além de amigo meu no facebook e usuário do app em questão, vai saber assim que ler este texto.

Preconceitos estão mais "in" do que nunca na moda

Preconceitos andam tão in que até pessoas que sofrem alguns e lutam contra preconceitos são preconceituosas em outros "campos de atuação". Preconceitos contra religiões, então, estão muito en vogue, e isso me deixa ainda mais preocupada e emputecida...
Essa matéria saiu por O Globo ontem e mostra que a internet tem sido o grande veículo de liberdade para a humanidade, sim, mas é tanta liberdade que há quem se aproveite disso para fazer o mal, incitar o ódio ou  provocar discórdia entre o máximo de pessoas possível.

Imagem de vídeo que mostra pastor exorcizando pessoa
que frequentaria terreiros de candomblé
Um dos trechos da matéria acima diz que "Uma busca rápida no YouTube indica as proporções do problema. A combinação dos termos “candomblé” e “demônio” resulta em 7.290 ocorrências. “Umbanda” e “Lúcifer”, em 4.610. Já a expressão “Ex-pai de santo” está associada a 13.600 vídeos da plataforma. Além de rituais de exorcismo, o material encontrado na web mostra um festival de ofensas às religiões de matriz africana, associadas erroneamente ao demônio".

O Espiritismo, chamado de Kardecismo por vários, é a minha religião. Já sofri (e sofro ainda) preconceito, mas ainda ouvi o seguinte absurdo: "ah, ao menos essa 'categoria' de vocês só acredita em espírito e reencarnação e não nesses demônios". E tive que ficar quieta, nem pude bater na contestar a pessoa que me disse isso. Em compensação, conheci uma pessoa que é Batista e estudou todas as religiões possíveis antes de escolher aquela na qual mais acreditava e, mesmo escolhendo esta, respeita a todos - pessoas boas e esclarecidas ainda existem, minha gente.

A matéria de domingo no Globo já demonstrava o quão violento esse preconceito pode ser, mostrando que "De janeiro a 11 de julho deste ano, eles foram vítimas em 22 das 53 denúncias de intolerância religiosa recebidas pelo Disque 100, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, segundo levantamento feito a pedido do GLOBO". Há também quem não considere Umbanda e Candomblé religiões, como o Sr. Juiz da 17a vara de Fazenda Federal do RJ, Eugênio Rosa de Araújo citou em sua sentença (e se arrependeu depois, ao menos  conforme declarou), instaurando, assim, uma "permissão" ao preconceito contra estas religiões, já que é autoridade em sua área e isso é péssimo, mesmo que sem violência física.


Devoção atacada: na imagem, adepta da umbanda acende vela em reverância a orixás. Culto às entidades africanas é associado ao demônio em vídeos na web
Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo
Foto: Domingos Peixoto/Agência O Globo
O fato é que preconceitos nunca saem de moda e hoje estão apenas aparecendo mais, devido à tecnologia e à velocidade que a informação corre dentre nós; e são vários deles, como contra gordas (beijo de quem ganhou quase 40kg de volta com o tratamento, até agora), gays, lésbicas e bissexuais ou apenas você ser do sexo feminino, por exemplo. Mas deixemos estes para outro dia, que já me revoltei demais com esse sobre o qual escrevi...


PS: A matéria da Carta Capital sobre o assunto saiu hoje, falando sobre o incêndio criminoso no terreiro de candomblé Kwe Cejá Gbé – A Casa do Criador – da mãe de santo Conceição d’Lissá, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ocorrido em 26 de junho e denunciado.

I'm back, baby!

Foram dois anos sem postar nada aqui - vir eu vinha, mas nem tinha ânimo pra escrever... Mas agora voltei, enfim. Espero que sem esmorecer novamente!

E para recomeçar, decidi que a CdKct vai continuar denunciando aquilo que tem que ser denunciado (como fiz neste post de quatro anos atrás, por exemplo), mesmo que a origem do erro seja... o próprio povo.

Esta foto foi tirada no metrô, na Linha 2, num horário por volta das 9h da manhã (ou seja, com o metrô menos cheio, não-lotadão).

Observem as duas moçoilas muito conscientes. Além da senhora indicada na foto, havia pelo menos dois senhores que devem ter mais de 60 anos... Esse comportamento tem sido mais comum do que gostaríamos e em todos os lugares, infelizmente. Eu, pessoalmente, não aguento ficar quieta e sempre falo alguma coisa - mando no mínimo uma frase sarcástica e gentil e, se for um caso mais extremo, parto pra ignorância - mas o sonífero destes assentos preferenciais, que só atua em quem não tem o direito a eles, parece ser mais forte...

Sempre que necessário eu vou postar fotos e/ou vídeos de atitudes erradas ou qualquer coisa "denunciável" que eu registre aqui no Rio. Adoraria nunca mais precisar presenciar nada disso, mas acredito que ainda serei testemunha... Caso você queira denunciar qualquer coisa desse tipo, em qualquer lugar do mundo, manda pro e-mail acasadocacete@gmail.com e informa se quer ser identificado/a ou não.

Enfim, estamos aí, estamos de volta. Espero que seja bom pra todos!

Revoltada, sim. E com razão.

Hoje, como em quase todos os dias em que tenho estado parada, assisti ao Jornal Hoje. Uma matéria em particular me deixou meio chocada, meio revoltada, totalmente indignada: essa aqui, que fala sobre erros de Português em entrevistas de emprego. Por que chocada, revoltada, indignada? Simples: porque as empresas hoje não querem pagar aos profissionais o quanto merecem, simples assim. E também porque vi cada coisa ali que realmente não dá pra acreditar.

Eu sou uma ótima profissional na minha área - e digo sem a menor falsa modéstia, seria ridículo - e estou à procura de emprego. Nas últimas entrevistas que fiz, estava qualificada demais (detalhe: uma delas, em termos salariais, me dava a mesma coisa líquida, entre benefícios e salário) ou o salário estava "abaixo do seu padrão e você vai sair logo (sic)". Tá, entendo quando alguém super qualificado deixe a empresa insegura quanto à sua permanência por causa do salário ou de um cargo muito abaixo do que esta pessoa já ocupou. Mas há limites, gente. Se eu digo que estou ok, que supre minha necessidade, se eu EXPLICO que o salário + benefícios se iguala ou supera o meu salário anterior, não há porque a empresa não me querer nela. Do outro lado: vagas para as quais estou perfeitamente qualificada, mas não preencho os requisitos como superior completo. Sim, porque faz a diferença ter um superior completo e ter um incompleto por absoluta falta de tempo, na melhor faculdade da sua área no seu estado. É.

Isso me enche muito o saco, essa burocracia, essa formatação das coisas. É burra, é ineficaz. Mas o Brasil, que 25, 30 anos depois resolveu seguir a "onda" do politicamente-correto de merda dos EUA, pensa assim. É, é coerente. Bem feito pra mim.

Ausência (não) sentida

Isso aqui anda abandonado, né? Falta de tempo. E de tesão também... Mas isso a gente arruma, nem que seja à base de hormônios. Vou voltar, isso aqui vai mudar e pá. Afinal, minha terapia tem que voltar.

Eu ia

Eu ia escrever sobre o uso do Português correto, comentar o post do Gravataí Merengue, depois falar da preguiça que assola a juventude (e muitos adultos) de hoje... Aí desisti porque tá um calor da porra e não consigo nem pensar direito.

Eu volto. Falando sobre outra coisa, provavelmente, mas volto. Deixa eu fazer meus 34 anos, deve ser isso.

Velha é o cacete.

Faltam apenas 28 dias pro meu aniversário. Faço 34 anos. E essa coisa do segundo dígito ultrapassar o primeiro, após os 30, tá me matando.

Sei lá, só sei que tá pesando bagaray esse ano. Não senti nada quando passei aos 30, até agora só venho curtindo (e continuo, podem ter certeza), a saúde anda melhor que em alguns dos 2.qualquercoisa... Mas tou meio que freaking out com esse aniversário.

É por isso que vou comemorar que nem uma louca.

Censura, radicalismo e caça às bruxas: sim, o ano é 2011.

É triste que o motivo de voltar à Casa seja este, mas não tá dando pra não falar. Não sei se sempre foi assim e, com as mídias sociais, agora estamos sabendo quantos babacas o mundo tem, ou se o povo realmente tá imitando os EUA há 25, 20 anos, naquela onde imbecil de politically correct. O que sei é que anda insuportável e inadmissível o tanto de gente preconceituosa e square-minded (cara, só em inglês tem o peso certo) aparecendo por aí.

É claro que, hoje, qualquer um é lido numa rede social e pode ser repetido por imbecis que queiram aparecer - porque estes sempre existiram - mas o tanto de destaque que vem sendo dado aos retardados preconceituosos em todos os veículos de mídia realmente é algo preocupante. Projetos de lei que vetam qualquer liberdade de expressão online, retaliação à gays, a população de um bairro "nobre" (entre aspas mesmo, porque achava Higienópolis UMA MERDA quando morei em Sampa) vetando o metrô... E, do outro lado, um policial acusando um Ministro, tendo destaque nacional ABSOLUTO e prova nenhuma. Não sou petista, odeio política (atualmente) e não tou a fim de entrar nesse mérito, mas... PORRA! Ou o mundo anda muito louco ou eu nunca fui sã.

Não se pode mais fazer piada de porra nenhuma (boa ou ruim, piada é livre desde que eu comecei a entender, ao menos) que se leva um processo (de um feto, UM FETO!). Você não pode mais dizer que alguém é gordo, magro, alto, baixo, sem pescoço ou pescoçudo, que se arrisca a ter um B.O. contra você. O Padre Marcelo não gosta de gatos. Mulheres de 30+ solteiras são desesperadas por casar e comprar. E assim vai, porque a vida é isso (segundo esse povinho de merda que anda por aí): tudo é ou não é, não há meio termo e, caso você discorde, prepare-se: você vai ser execrado publicamente, processado e criticado até não poder mais aguentar e resolver sumir.

Triste demais esse mundo. Claro que não quero ir embora tão cedo, mas juro que penso em montar uma comunidade new-hippie pra ver se gente com opinião, livre de preconceitos e aberta a novas ideias passa a viver em paz. Mesmo que isolada desta merda que esse mundo anda.

Update. Aham.

Assim como na minha vida - bem, isso aqui nunca falou de nada que não fosse isso, não é? - eu preciso definir o que fazer com o blog. Ele já tem 8 anos, já viu milhões de mudanças, já foi desbocado e já foi triste, já foi poético e já foi alegre. Hoje ele simplesmente está aqui, parte de mim, parte da minha vida, mas anda meio esquecidinho, meio largado de canto. E isso me incomoda.

Não sei se é paz, se é comodismo, se é indefinição, não sei. Sei que me deixa puta lembrar que larguei isso aqui, um lugar que sempre foi só meu. Talvez eu estar morando sozinha tenha feito/ajudado nisso, vai saber - agora a casa é só minha, pro bem e pro "mal" (entre aspas, porque é um sacrilégio dizer que faxina é mal, eu sei), então tenho um canto meu, físico - mas não pode ser assim.

Às vezes tenho a impressão de que acabo largando as coisas pelo caminho, em todos os aspectos, e isso me deixa puta demais comigo mesma. Decidi que não largo mais isso aqui, não. Nem o resto da minha vida. Ainda não sei que rumo essa porra vai tomar, mas algum, terá que. Ah, nem que eu tenha que me dar na cara.

Aeeeeeee

Eu mudei, a vida mudou, o trabalho mudou, a cidade mudou. Quase tudo mudou - até o cabelo aloirou, vejam vocês! - e eu ando sem tempo pra quase nada. Mas volto aqui logo. Ah, volto.

Mas ó: tou bem. E vocês, como vão? Beijo na bunda e até segunda (ordem)!

I have seen a lot, but now I know I haven't seen it all

As pessoas são estranhas e isso é fato. Eu sou dos melhores (?) exemplos, sou estranhíssima: me isolo quando mais preciso de carinho, me irrito e acabo rindo no final, trabalho mais quando tenho raiva da empresa ou de algo dentro dela e não gosto de ar condicionado. Estranho, não? Mas isso não faz de mim a pior pessoa do mundo - nem de ninguém que seja assim - e eu provo.

Não me isolo quando preciso de carinho por vergonha disso, muito pelo contrário: exatamente porque não acho justo dar preocupação a quem eu amo. Prefiro ficar muda (e quem me conhece sabe o quanto isso é quase impossível) a encher os ouvidos de alguém que eu goste de mimimi. Até porque eu quase sempre chego ao disse seguinte me sentindo uma idiota pelo mimimi, o que significa que estaria fazendo alguém de quem eu goste de idiota, caso tivesse aberto a boca.
Acabo rindo depois de ficar extremamente irritada porque xingo, digo impropérios que só quem me conhece muito bem sabe - vá lá, alguns desavisados que estejam por perto ouvem, até porque eu falo muito alto - maldigo o mundo e... acabo fazendo uma piada com a situação e comigo. No mínimo sai um "eu dei pros 12 Apóstolos e é por isso que eu mereço!" e rio. Alto. Porque de nada adianta levar a vida xingando e se desgastando se não tivermos autocrítica e humor pra encarar esse mundo muito louco no qual estamos - até porque causaria rugas, enfartos no miocárdio e envelhecimento precoce, coisas pelas quais a nossa alimentação nada sadia já se encarrega.
Trabalho muito mais quando tenho raiva da empresa, de alguém nela ou de uma situação profissional porque assim eu provo o quanto sou competente e quanta falta farei quando der-lhes um pé na bunda bem dado. Nunca admitiria um erro profissional meu por estar com raiva ou por qualquer outro motivo emocional, já que trabalho não é lugar pra ficar sentindo nada - em situações normais já me puno, já que autocrítica é madastra má. Me cansa, me consome, mas me sinto melhor quando deito a cabecinha no travesseiro à noite.
Não gosto de ar condicionado, apesar de morar no Rio de Janeiro, porque não me deixa ouvir os sons do mundo. Eu gosto dos sons lá fora, gosto de me sentir livre, gosto desse mundo meio feio, por isso prefiro uma temperatura menos quente para poder ouvir o que se passa à minha volta, seja no carro, no trabalho ou no meu quarto. Ouvir, pra mim, é vida.

Assim sou eu. No entanto, encontro gente por aí que chora no ombro dos outros quando precisa e não ouve ninguém, xinga e não ri (por isso choram tanto nas orelhas alheias, deve ser). Gente que não suporta o emprego mas "tá bom, né?" e vive trancada em ar condicionado na vida: sem ouvir nada lá fora. O meu exato paradoxo. Alguns destes que encontrei se tornaram meus amigos e assim achei que fossem, mas realmente mostraram que não querem ser amigos de alguém tão estranho quanto eu. Não sei se seremos amigas ainda, mas de uma coisa eu tenho certeza: se não me querem assim esquisita, não farão falta em minha vida.

Acabou. Boa sorte!

Em pleno 2020, em plena pandemia, em um momento onde a maioria está passando por uma mudança radical em suas vidas, resolvi voltar aqui e s...